“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”
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8 de julho de 2011

Palácios de Portugal





Palácio da Brejoeira

O Palácio da Brejoeira está situado a cerca de seis quilómetros de Monção, começou a ser construído no século XVIII, por Luís Pereira Velho de Moscoso, e as obras prolongaram-se até 1834.
 De estilo neo-clássico, é dotado de faustosos salões, com pinturas e frescos, bom gosto que também se reflecte na capela. Ao logo dos anos passou por diversos proprietários, que foram realizando obras de restauro.
 Nos terrenos do palácio é produzido, desde 1977, o vinho Alvarinho, resultado da fusão das várias propriedades da região, que também produz, aguardente bagaceira.

29 de outubro de 2008

Palácio Nacional e Mosteiro de Mafra - Portugal






PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA

Um dos mais importantes monumentos do Barroco em Portugal, símbolo do reinado absolutista de D. João V, surpreenderá o olhar do visitante pela projecção que alcança no horizonte. Mandado erguer em 1711, desconhece-se, no entanto, se a origem da sua construção está ligada ao cumprimento de um voto que o Rei teria feito para obter sucessão, ou se para curar uma grave enfermidade de que padecia. Das suas 1200 divisões realce para a Biblioteca, uma das mais importantes e magníficas do séc. XVIII, com um acervo de cerca de 35 mil volumes, emoldurada por um esplendoroso cenário de talha; para o Convento, que constitui um património religioso ímpar no nosso país; para a Basílica, obra prima da arquitectura setecentista, sendo que não existe em Portugal melhor colecção de estátuas italianas do segundo quartel do séc. XVIII, nem no mundo um conjunto sonoro de seis órgãos, para os quais possui partituras que só aqui podem ser executadas; e para os famosos Carrilhões, conjunto único no mundo pelas suas dimensões (53 sinos na torre sul e 43 na norte) e beleza do seu mecanismo.


Palácio Nacional e Mosteiro de Mafra - Portugal

As salas do Palácio








Palácio Nacional e Mosteiro de Mafra - Portugal

Biblioteca do Palácio



Palácio Nacional e Mosteiro de Mafra - Portugal

Basílica de Mafra
















22 de outubro de 2008

Palácio Nacional da Pena - Sintra - Portugal

Palácio Nacional da Pena

Constitui o mais completo e notável exemplar de arquitectura portuguesa do Romantismo. Edificado a cerca de 500 metros de altitude, remonta a 1839, quando o rei consorte D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885), adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete. Para dirigir as obras, chamou o Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera para construir este notável edifício. Extremamente fantasiosa, a arquitectura da Pena utiliza os "motivos" mouriscos, góticos e manuelinos, mas também o espírito Wagneriano dos castelos Schinkel do centro da Europa. Situado a 4,5 Km do centro histórico.




Tritão simbolizando a alegoria da Criação do Mundo

Palácio Nacional da Pena - Sintra - Portugal

Palácio Nacional da Pena


Pórtico Alegórico da Criação do Mundo
Janela do Tritão


Palácio Nacional da Pena - Sintra - Portugal

Palácio Nacional da Pena

Fachada principal

Portão Interior


21 de outubro de 2008

Sintra - Quinta da Regaleira - Portugal

O Palácio da Regaleira

Quinta da Regaleira


Situada em pleno Centro Histórico de Sintra, classificado Património Mundial pela UNESCO, a Quinta da Regaleira é um lugar com espírito próprio. Edificado nos primórdios do Século XX, ao sabor do ideário romântico, este fascinante conjunto de construções, nascendo abruptadamente no meio da floresta luxuriante, é o resultado da concretização dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936).
A imaginação destas duas personalidades invulgares concebeu, por um lado, o somatório revivalista das mais variadas correntes artísticas - com particular destaque para o gótico, o manuelino e a renascença - e, por outro, a glorificação da história nacional influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.
A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio dos Milhões, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade, que nos permite descermos à cripta onde se recorda com emoção o simbolismo e a presença do além. Há ainda um fabuloso conjunto de torreões que nos oferecem paisagens deslumbrantes, recantos estranhos feitos de lenda e saudade, vivendas apalaçadas de gosto requintado, terraços dispostos para apreciação do mundo celeste.A culminar a visita à Quinta da Regaleira, há que invocar a aventura dos cavaleiros Templários, ou os ideais dos mestres da maçonaria, para descer ao monumental poço iniciático por uma imensa escadaria em espiral. E, lá no fundo com os pés assentes numa estrela de oito pontas, é como se estivéssemos imerses no ventre da Terra-Mãe. Depois, só nos resta atravessar as trevas das grutas labirínticas, até ganharmos a luz, reflectida em lagos surpreendentes.

Entrada Principal do Palácio

Interiores do Palácio


Sintra - Quinta da Regaleira - Portugal

Salão

Lareira na sala de jantar

O Lago
Entrada no labirintoFonte da Abundância




Sintra - Quinta da Regaleira - Portugal

Palácio da Regaleira
Patamar dos Deuses
O Patamar dos Deuses é composto por 9 estátuas dos deuses greco-romanos. A mitologia clássica foi uma das inspirações de Carvalho Monteiro para os jardins da Regaleira.
Poço Iniciático
Uma galeria subterrânea com uma escadaria em espiral, sustentada por colunas esculpidas, por onde se desce até ao fundo do poço. A escadaria é constituída por nove patamares separados por lanços de 15 degraus cada um, invocando referências à Divina Comédia de Dante e que podem representar os 9 círculos do inferno, do paraíso, ou do purgatório. Segundo os conceituados ocultistas Albert Pike, René Guénon e Manly Palmer Hall é na obra 'A Divina Comédia' que se encontra pela primeira vez exposta a Ordem Rosacruz. No fundo do poço está embutida em mármore, uma rosa dos ventos (estrela de oito pontas: 4 maiores ou cardeais, 4 menores ou colaterais) sobre uma cruz templária, que é o emblema heráldico de Carvalho Monteiro e, simultaneamente, indicativo da Ordem Rosa-cruz.
O poço diz-se iniciático porque se acredita que era usado em rituais de iniciação à
maçonaria e a explicação do simbolismo dos mesmos nove patamares diz-se que poderá ser encontrada na obra Conceito Rosacruz do Cosmos.
A simbologia do local está relacionada com a crença que a terra é o
útero materno de onde provém a vida, mas também a sepultura para onde voltará. Muitos ritos de iniciação aludem a aspectos do nascimento e morte ligados à terra, ou renascimento.
O poço está ligado por várias galerias ou túneis a outros pontos da quinta, a Entrada dos Guardiães, o Lago da
Cascata e o Poço Imperfeito. Estes túneis, outrora habitados por morcegos afastados pelos muitos turistas que visitam o local, estão cobertos com pedra importada da orla marítima da região de Peniche, pedra que dá a sugestão de um mundo submerso.


Portal dos Guardiães

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