“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”
Mostrar mensagens com a etiqueta Conventos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Conventos. Mostrar todas as mensagens

6 de dezembro de 2008

Batalha - Portugal

Mosteiro de Santa Maria da Vitória

Pormenor do interior da igreja

O Mosteiro da Batalha é o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Construído por iniciativa de D. João I, na sequência de um voto à Virgem, caso vencesse a Batalha de Aljubarrota (1385), as obras iniciaram-se logo no ano seguinte, sob direcção do arquitecto português Afonso Domingues. Dessa fase resultou grande parte das estruturas da Igreja e duas alas do Claustro de D. João I.
Em 1402 o projecto sofreu uma mudança radical, sendo a direcção das obras assumida por Mestre Huguet, arquitecto estrangeiro, provavelmente catalão, que dotou o Mosteiro da Batalha de uma matriz gótica flamejante. A este período corresponde o abobadamento dos espaços da Igreja e da Sala do Capítulo, a construção da Capela do Fundador e, ainda, o início das obras das Capelas Imperfeitas. Pelos meados do século XV, construiu-se o Claustro de D. Afonso V, obra de Fernão de Évora, e que se filia no Gótico afonsino, corrente que rejeita a exuberância do estilo flamejante em benefício de linhas simples e austeras. No reinado de D. Manuel fecharam-se as janelas das galerias do claustro e retomaram-se as obras das Capelas Imperfeitas, projecto que se prolongou até à década de 30 do século XVI, já com a inclusão de elementos renascentistas, e que foi depois abruptamente abandonado pelas solicitações de outros monumentos no país, designadamente o Mosteiro dos Jerónimos.

Depois de um longo interregno, o Mosteiro da Batalha viria a ser objecto de novas obras - estas já de restauro - a partir de 1840. Durante mais de cinquenta anos o Mosteiro foi sistematicamente restaurado segundo critérios de retorno forçado à traça medieval, facto que não permite hoje um melhor conhecimento deste monumento durante a Idade Moderna. Em 1980, transitou das Finanças para a tutela do Ministério da Cultura, sendo dotado com um quadro de pessoal próprio, e três anos depois inscrito pela UNESCO na lista de Património Mundial. Aqui funcionam duas oficinas de cantaria e de vitral, iniciativas que se fundem com os objectivos mais amplos de investigação e divulgação do próprio monumento; na Batalha conserva-se, ainda, o mais importante núcleo de vitrais medievais portugueses, com uma campanha da primeira metade do século XV na Capela-Mor, e outra já da segunda década de Quinhentos na Sala do Capítulo. O Mosteiro acolhe, ainda, o arquivo e o espólio vitralístico da oficina de Ricardo Leone.

Batalha - Portugal

Mosteiro de Santa Maria da Vitoria em Batalha
Capelas imperfeitas

O Panteão de D. Duarte, também conhecido por Capelas Imperfeitas, foi planeado tendo em conta uma leitura rigorosa do testamento de D. João I, optando aquele monarca por criar o seu próprio espaço funerário. Assim, D. Duarte deu início à edificação de uma rotunda atrás da cabeceira. De qualquer modo, as obras, também conduzidas por Huguet, não foram terminadas, uma vez que a sua edificação terá começado sensivelmente em 1434, tendo o monarca falecido quatro anos depois, deixando-as incompletas. Mas o traçado estava certamente delineado e as obras dos reinados seguintes foram lentamente tentando rematar o edifício, tendo porém ficado por fazer o principal: o lançamento da grande abóbada central. Ao contrário do que se possa julgar, esta operação não levantaria grandes problemas técnicos visto que o vão a cobrir pouco maior era do que o existente na Sala do Capítulo.
Tratava-se, efectivamente, de um edifício com um corpo central octogonal e entrada a eixo (articulada com a cabeceira por um átrio abobadado), à volta do qual se dispunham sete capelas radiantes. Nascendo dos grandes maciços polistilos que conformam a estrutura, levantar-se-ia um corpo octogonal provido de grandes janelões, abobadado e devidamente escorado em arcobotantes, previsto para configurar um amplo espaço de planta centrada completamente unificado. As capelas existentes abrem-se para o recinto através de grandes arcos quebrados acairelados, possuindo cada uma delas um coro recto e um topo prismático de três faces, com um só janelão de dois lumes em cada face e cobertura de abóbada nervurada. Entre as capelas, servindo de reforço, abrem-se seis pequenas áreas de planta triangular, sem acesso, mais baixas que as capelas e decoradas exteriormente com um janelão.
Nas capelas foi dado um acabamento posterior e mais cuidado à que se destinava a receber o mausoléu de D. João II e D. Leonor, tendo as obras sido patrocinadas pela rainha. A data desta intervenção é difícil de determinar, podendo ser bastante tardia. De qualquer modo, a decoração deste trecho atinge proporções verdadeiramente assombrosas, sendo um exemplo único no gótico português. As nervuras são acaireladas, com nervos secundários de função apenas escultórica, mas com pequenas chaves em cúspide invertida, decoradas com motivos vegetalistas trepanados, sendo as chaves maiores rendilhadas, apresentando, por sua vez, as armas reais e o «corpo de empresa» de D. João II (o pelicano) e da Rainha D. Leonor (o camaroeiro).

O Panteão de D. Duarte, também conhecido por Capelas Imperfeitas, foi planeado tendo em conta uma leitura rigorosa do testamento de D. João I, optando aquele monarca por criar o seu próprio espaço funerário. Assim, D. Duarte deu início à edificação de uma rotunda atrás da cabeceira. De qualquer modo, as obras, também conduzidas por Huguet, não foram terminadas, uma vez que a sua edificação terá começado sensivelmente em 1434, tendo o monarca falecido quatro anos depois, deixando-as incompletas. Mas o traçado estava certamente delineado e as obras dos reinados seguintes foram lentamente tentando rematar o edifício, tendo porém ficado por fazer o principal: o lançamento da grande abóbada central. Ao contrário do que se possa julgar, esta operação não levantaria grandes problemas técnicos visto que o vão a cobrir pouco maior era do que o existente na Sala do Capítulo.
Tratava-se, efectivamente, de um edifício com um corpo central octogonal e entrada a eixo (articulada com a cabeceira por um
átrio abobadado), à volta do qual se dispunham sete capelas radiantes. Nascendo dos grandes maciços polistilos que conformam a estrutura, levantar-se-ia um corpo octogonal provido de grandes janelões, abobadado e devidamente escorado em arcobotantes, previsto para configurar um amplo espaço de planta centrada completamente unificado. As capelas existentes abrem-se para o recinto através de grandes arcos quebrados acairelados, possuindo cada uma delas um coro recto e um topo prismático de três faces, com um só janelão de dois lumes em cada face e cobertura de abóbada nervurada. Entre as capelas, servindo de reforço, abrem-se seis pequenas áreas de planta triangular, sem acesso, mais baixas que as capelas e decoradas exteriormente com um janelão.
Nas capelas foi dado um acabamento posterior e mais cuidado à que se destinava a receber o mausoléu de
D. João II e D. Leonor, tendo as obras sido patrocinadas pela rainha. A data desta intervenção é difícil de determinar, podendo ser bastante tardia. De qualquer modo, a decoração deste trecho atinge proporções verdadeiramente assombrosas, sendo um exemplo único no gótico português. As nervuras são acaireladas, com nervos secundários de função apenas escultórica, mas com pequenas chaves em cúspide invertida, decoradas com motivos vegetalistas trepanados, sendo as chaves maiores rendilhadas, apresentando, por sua vez, as armas reais e o «corpo de empresa» de D. João II (o pelicano) e da Rainha D. Leonor (o camaroeiro).

18 de julho de 2008

Tomar - Portugal

Convento de Cristo
Janela Manuelina da Sala do Capitulo

Convento de Cristo - Claustro da Micha


CLAUSTRO DA MICHA: quadrangular, 4 alas abertas para o pátio por arcos plenos geminados e em asa de cesto, nos topos N. das alas E. e O., separados por fortes contrafortes, abóbada polinervada descarregando sobre colunas lisas com capitéis com volutas sob os 4 vértices do ábaco quadrado e em mísulas cónicas. No alçado N., a antiga portaria, de vão rectangular, entre colunas coríntias assentes em altos pedestais. Delimitado por edifícios em 2 pisos acima da galeria.

Convento de Cristo - Claustro dos Corvos


CLAUSTRO DOS CORVOS: quadrangular, 2 galerias de dupla arcada, separadas por contrafortes, que sobem até ao 3º piso, no alçado S. e O.; coberturas e suportes idênticos aos do claustro da Micha. Rodeiam a quadra 4 corpos de 3 pisos.


Convento de Cristo - Claustro da Hospedaria



CLAUSTRO DA HOSPEDARIA: quadrado, 4 galerias com arcadas duplas, separadas por contrafortes que acompanham o 2º registo, em que se abrem varandas, com colunas sustentando uma arquitrave corrida, à excepção da ala S., destruída; a O., uma 3ª varanda, com colunas jónicas e arquitrave; galeria inferior com abóbada semelhante à do claustro da Micha, galerias superiores forradas a madeira.


Tomar - Portugal

Convento de Cristo - Refeitorio


REFEITÓRIO: rectangular, com abóbada de berço, de nervuras formando caixotões quadrados; 2 janelas maineladas, rematadas por 2 vãos rectangulares rasgam a parede S., do lado da mata; 4 janelões rectangulares iluminam a sala do lado E.


Convento de Cristo - Cozinha



Tomar - Portugal

Convento de Cristo


Convento de Cristo - Claustro Principal



CLAUSTRO DE D. JOÃO III: quadrado com chanfros nos ângulos, 2 pisos com cobertura em terraço, rematado por balaustrada; 4 alas, com tramos alternadamente quadrados e rectangulares, com abóbadas de nervuras e caixotões, respectivamente, abrindo para a quadra por arcos de volta inteira, no 1º registo, serlianas no 2º; colunas monolíticas de fuste liso rematando lateralmente os tramos de arcaria e de arco e imposta, sustentando apenas os entablamentos; ordem dórica no 1º piso, jónica no 2º; os 4 ângulos mostram chanfradura recta, no 1º piso, convexa no 2º, rematados por 4 torreões, com escadas helicoidais a NE. e SO. Do primitivo claustro de Castilho, subsistem várias "engras", vãos rectangulares, nos cantos do claustro, com abóbada polinervada descarregando em pilastras. Na quadra central fonte barroca assente em plataforma octogonal.



Tomar - Portugal

Convento de Cristo - Sala do Capitulo


CASA DO CAPÍTULO: composta pela nave de planta rectangular e ábside poligonal, precedida por vestíbulo de planta quadrada; com forte embasamento do lado S. e meio soterrada do lado E., sem o piso divisório dos 2 primitivos espaços (capítulo dos freires em baixo, dos cavaleiros, em cima), sem cobertura; abóbada de nervuras sobre o vestíbulo, que comunica com a nave por arco geminado.


Convento de Cristo - Igreja



IGREJA: Planta composta por 2 corpos diferentes: a Charola, actual capela-mor, poligonal e a nave, rectangular, adossada a 2 das suas 16 faces, a O.. Volumes articulados com coberturas diferenciadas: em telhado de 16 águas na charola e 4 na nave. Contrafortes adossados aos ângulos das faces da charola, torre sineira a SE., frestas abertas em panos alternados, cachorrada na qual assenta murete rematado por merlões. O corpo da nave sobe em altura quase até ao coroamento da Charola, adaptando-se ao desnível do lado O., em 3 pisos, assentes num forte embasamento e delimitados por elementos decorativos manuelinos envolventes; 2 contrafortes salientes e moldurados, mais robustos nos vértices da fachada O. com as fachadas N. e S., revestidos por pujante decoração naturalista e emblemática manuelina, que também está presente nas molduras dos vãos que rasgam o pano murário, por vezes em associação com elementos platerescos. Interiormente a Charola, aberta para a nave por arco quebrado, é centrada por corpo octogonal, vazado de 8 arcos peraltados assentes em pilares maciços, com meias colunas adossadas às faces laterais, que recebem a descarga da abóbada anular sobre o deambulatório; na espessura dos muros exteriores rasgam-se capelas. Nave de 3 tramos cobertos por abóbadas polinervadas de combados, descarregando em mísulas com figurações emblemáticas em meio e alto relevo; coro-alto, em pedraria, definindo espaço de sub-coro, separado da nave por parede, com o pavimento bastante abaixo da nave, conhecido como Sala do Capítulo, com abóbada abatida, artesoada.




10 de julho de 2008

Tomar - Portugal

Portico Manuelino
Vista da fachada principal do Convento de Cristo




Claustros da Lavagem

Claustros do Cemitério




Convento de Cristo

Tomar - Portugal


Portico Manuelino


Escadaria de entrada


Convento de Cristo
Recinto conventual, que foi pertença, inicialmente da Ordem do Templo e passou, no reinado de D. Dinis, para a égide da Ordem de Cristo, é um dos principais monumentos da arquitectura nacional, onde todas as etapas estéticas, desde o século XII ao XVIII, se encontram ampla e profundamente documentadas. Em 1984 foi considerado património mundial pela UNESCO. Constituído por sete claustros e outros edifícios, contém no seu interior notáveis obras de arquitectura. Provavelmente o Claustro de D João III, o Claustro principal do Convento de Cristo, é a mais monumental e bela obra do Renascimento, levada a cabo pelo arquitecto Diogo de Torralva, a quem se deve também a construção de um outro monumento em Tomar, a Igreja de N. Senhora da Conceição. Os restantes são o Claustro das Lavagens e o Claustro de D. Henrique, que remontam à primeira metade do século XV. O Claustro de St.ª Bárbara é quase esmagado pela monumentalidade da Janela do Capítulo que se debruça sobre o mesmo. Restam os Claustros da Micha (1528), o Claustro das Hospedarias constituído por dois pisos (1541) e finalmente o Claustro dos Corvos. Não se podia deixar de destacar dois símbolos indissociáveis deste convento esplendoroso: a Janela do Capítulo e a Charola. Por todos estes motivos e pelo fabuloso passeio que proporciona uma visita a este enorme Convento, desfrutando de maravilhosas vistas sobre a cidade, é imprescindível passar demoradamente por este monumento e conhecer a sua história e os seus mistérios.
PARA OBTER UM TAMANHO NORMAL-CLICAR NA FOTO

olharesmil

olharesmil
WEBSITE PESSOAL