“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

2 de abril de 2008

CHAVES - PORTUGAL




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CASTELO E TORRE DE MENAGEM

No século IX o Castelo de Chaves foi mandado construir pelo Conde Odoário.
No século XIII foi feita uma reconstrução do castelo e da cerca da Vila, no reinado de D. Afonso III
Foi mandado reconstruir no século XIV pelo Rei D. Dinis.
No interior existiam edificações no rés do chão e dois andares destinados à guarnição. A torre de Menagem, é de secção quadrada..
No exterior do castelo, havia um fosso e a barbacã. Somente existem hoje as muralhas do castelo, que localizado no ponto mais alto da cidadela medieval, dominava toda a cidade e a donde se pode apreciar a veiga, o rio Tâmega, a serra de São Lourenço e do Brunheiro, o Castelo de Monforte de rio livre situado em Águas Frias.
A história deste castelo faz parte da história de Chaves. Em 1383, a vila e o castelo foram doados pelo rei D. João I ao condestável D. Nuno Álvares Pereira. Este incluiu esta doação no dote da sua filha D. Beatriz quando ela se casou com o Conde de Barcelos, D. Afonso, filho bastardo daquele rei e que foi o 1º Duque de Bragança. Por isso, o castelo de Chaves é denominado por alguns escritores como “O Castelo do Duque de Bragança”.
Desde 1978, que no seu interior está instalado, um Museu Militar. Nos seus quatro pisos estão expostas armas uniformes, plantas militares, bandeiras e outros troféus, recolhidos desde a Idade Média até à actualidade. Vale a pena visitar a Torre de Menagem pela vista panorâmica que se pode ver de toda a cidade de Chaves, sua Veiga e arredores, quando chegados ao cimo da Torre.Câmara Municipal construiu um jardim, onde estão expostas algumas peças do Museu da Região Flaviense. O jardim está limitado por muralhas construídas aquando da fortificação da vila, por alturas das Guerras da Restauração, de onde se observa um bonito panorama sobre o vale de Chaves e a Serra do Brunheiro.

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PALACETE DOS PAÇOS DO CONCELHO

Foi construído em meados dos século XIX, por António Pereira Coutinho, morgado de Vilar de Perdizes.
Foi adquirido pela Câmara Municipal em 1861.

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Diversos locais e ruas da cidade

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Diversos locais e ruas da cidade

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FORTE DE S. FRANCISCO

A vila medieval de Chaves, fortemente protegida para defesa da fronteira com a Galiza ficou desactualizada com o advento da Idade Moderna. Foi necessário guarnecer as colinas mais próximas da vila, de modo a evitar que a mesma fosse atacada pela artilharia inimiga.
A primeira a ser construída foi na colina da Pedisqueira, onde existia um convento Franciscano. Foi então decidido construir durante a fase final da guerra da Independência, à volta deste um forte, de acordo com as modernas concepções de engenharia militar. Começou durante a fase final da guerra da Independência (1662-1658) sob as ordens e direcções de D. Rodrigo de Castro, Conde de Mesquitela, que era então o governador militar da província de Trás-os-Montes. A planta do forte é quadrangular, com faces de 130 a 150 metros. As muralhas são todas graníticas, com cerca de um metro de espessura. A altura varia com as inclinações do terreno onde estão implantadas, sendo a mínima com cerca de 4 metros e a máxima com cerca de 20 metros. A entrada principal está virada a sul, sendo uma ponte levadiça sobre o fosso que actualmente não existe. Dentro para além da antiga igreja de São Francisco, onde durante 3 séculos possuiu o sarcófago do 1º Duque de Bragança, D. Afonso, há vários edifícios de construção bastante posterior, frios e semi-abandonados que serviram até aos anos setenta de alojamento a militares do batalhão de caçadores nº10. Neste forte esteva já instalada uma escola preparatória. Estiveram também aqui alojados algumas famílias das antigas províncias ultramarinas portuguesas. Neste momento, o forte é ocupado por um luxuoso complexo turístico, o Hotel Forte de São Francisco.

31 de março de 2008

Sé de Braga - Catedral de Santa Maria de Braga - Braga - Portugal

A Catedral de Braga
Segundo a tradição, a diocese bracarense foi criada no século III; mas a História só a confirma a partir do ano de 400. O actual edifício está implantado sobre uma outra construção religiosa que, possivelmente, foi a anterior catedral.Foi com o bispo D. Pedro (1070-1093) que se iniciou a obra da actual Sé. Depois dele quase todos os seus sucessores quiseram deixar a sua marca, fosse em pequenas alterações ou em obras de vulto. O Cabido, a quem pertencia o governo da Catedral, também imitou os arcebispos nos períodos em que se verificou Sé vacante. É por essa razão que do primitivo edifício pouco mais nos resta do que a implantação e o projecto geral, além de alguns curiosos pormenores decorativos, como as duas arquivoltas da primitiva porta principal românica, lavrados com cenas da gesta medieval da Canção da Raposa.Apresentando duas torres na fachada, o que a aproxima das grandes catedrais do românico português, foi, com o correr dos séculos, muito modificada: uma galilé de finais do século xv, fechada no século xviii pela belíssima grade de ferro que o arcebispo D. Diogo de Sousa (1505-1532) fizera para proteger a capela-mor; e, ainda na frontaria, a grande pedra de armas do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728), a edícula e o coroamento das torres, colocados no primeiro quartel de Setecentos.O interior, de três naves, transepto e cabeceira com cinco capelas, é profundamente austero. No período barroco abriram-se grandes janelas, transformaram-se os altares, cobriram-se de estuques e pinturas todas as paredes; a Sé tornou-se uma festa, um apelo aos sentidos. E assim se manteve até meados do século xx quando as obras realizadas pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, nas décadas de 30 e 50, restituíram o suposto prospecto medieval do templo, segundo os critérios de restauro então em voga. Excepto a capela-mor, todas as capelas da cabeceira mantiveram as alterações de arquitectura e retábulos que tinham recebido no século xviii.No subsolo da capela-mor conservam-se ainda vestígios arqueológicos do primitivo templo paleocristão e altomedieval. Em 1509, D. Diogo de Sousa patrocinou a construção de uma nova cabeceira, traçada pelo arquitecto João de Castilho, que ali deixou um original testemunho da arquitectura do tardo-gótico nacional, bem visível na sua belíssima abóbada de combados. Ao arcebispo ficou igualmente a dever-se um perdido retábulo de pedra e o frontal do altar, tendo sabido conservar a magnífica imagem francesa de Santa Maria de Braga, do século xiv.O desenho das Capelas do transepto foi influenciado pelo da sacristia, tendo sido, todas elas, alteradas nos inícios do século xviii pelo mestre pedreiro Manuel Fernandes da Silva. Deve salientar-se o revestimento azulejar da capela de São Pedro de Rates, pintado em 1715 por António de Oliveira Bernardes, com representações de cenas da vida do santo, e a finíssima talha neoclássica da Capela do Santíssimo Sacramento, bem como o seu magnífico frontal, entalhado em 1718 pelo mestre Miguel Coelho e inspirado num quadro de Rubens, o Triunfo da Igreja.A sacristia, riscada pelo arquitecto régio João Antunes, em 1698, foi executada pelos pedreiros Pascoal Fernandes e seu filho Manuel Fernandes da Silva. A sua arquitectura foi de uma intensa novidade para a Braga daquele tempo, mas a cidade não soube continuar nessa senda, voltando facilmente para os velhos valores maneiristas.No coro alto o cadeiral e os órgãos, de talha dourada, são obras excepcionais de concepção e execução. O cadeiral (1737) é devido ao entalhador e arquitecto portuense Miguel Francisco da Silva. As caixas dos dois órgãos (1737-1739) foram entalhadas e esculpidas por Marceliano de Araújo numa incrível profusão dos elementos mais característicos da talha joanina, abundando as figuras esculturadas, sátiros e golfinhos. A parte mecânica ficou a dever-se ao mestre organeiro galego Frei Simão Fontanes. Todo o conjunto é dominado pelos Esponsais da Virgem, composição fresquista pintada na mesma campanha de obras por Manuel Furtado de Mendonça. O claustro data dos inícios do século xix; está no lugar de um outro, gótico, que ameaçava ruína em finais de Setecentos. Estabelece ligação com o Tesouro da Sé e com as Capelas de D. Lourenço Vicente, do nome do arcebispo que a reconstruiu – também conhecida por Capela dos Reis – e de Nossa Senhora da Piedade. Na primeira, de estilo gótico, além do túmulo do arcebispo, guardam-se os túmulos dos condes D. Henrique e D. Teresa.Na Capela de Nossa Senhora da Piedade, fundada por D. Diogo de Sousa em 1513, guarda-se o túmulo do prelado, obra de artista coimbrão desconhecido, talvez o mesmo que lavrou os túmulos dos pais de D. Afonso Henriques, dispostos na capela anterior. A imagem original da Senhora do Leite, obra de outro artista coimbrão, o desconhecido Mestre dos Túmulos Reais, está agora aqui recolhida. E merecem ainda atenção alguns dos retábulos, como o de Nossa Senhora da Boa Memória, em estilo rococó.Junto à porta lateral que dá para a Rua do Souto localiza-se o Claustro de Santo Amaro, onde subsiste um absidíolo, talvez pertencente ao projecto original da Sé, cuja abóbada está coberta por uma pintura dos finais do século xv.Outras duas capelas, de implantação autónoma, fazem ainda parte do conjunto monumental. A Capela de São Geraldo foi inicialmente construída no século xii. Sofreu as mais variadas alterações, sobretudo no período barroco, tendo sido a sua fachada totalmente refeita durante a grande campanha de restauro dos anos 40. O espaço interior, remodelado pelo arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, que aqui colocou o seu túmulo, tem as paredes recobertas de azulejos, atribuíveis a António de Oliveira Bernardes. A Capela da Glória é obra do arcebispo D. Gonçalo Pereira (1236-1248). As paredes laterais ostentam uma decoração geométrica organizada em enormes quadrados, sem dúvida um dos mais antigos testemunhos de pintura a fresco subsistentes entre nós. O túmulo do arcebispo, aqui colocado, foi contratado, em 1334, pelo coimbrão Mestre Pero e pelo lisboeta Telo Garcia.Ao lado da Catedral, com acesso a partir do claustro, encontra-se o Tesouro da Sé, criado em 25 de Março de 1930, o qual recolhe múltiplas peças reunidas ao longo dos tempos.
Nave principal



Dois órgãos em talha de Marceliano de Araújo (1737-1739)

Sé de Braga - Catedral de Santa Maria de Braga - Braga - Portugal






Interiores da Sé

Sé de Braga - Catedral de Santa Maria de Braga - Braga - Portugal







Interior da Sé

Jardim de Santa Bárbara - Braga - Portugal


Jardim de Santa Bárbara

O Jardim de Santa Bárbara é um jardim público da cidade de Braga, junto à ala Medieval do Paço Episcopal Bracarense.No centro do jardim há uma fonte que data do século XVII, que pertencia ao antigo Convento dos Remédios, encimada pela estátua de Santa Bárbara, daí o nome do jardim.

o meu jardim.






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