“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

14 de maio de 2008

Girafa - Giraffa camelopardalis


Classificação

Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Giraffidae

Habitat
A girafa percorre as savanas e bosques abertos, desde o sul do Sahara ao sul do continente africano, alimentando-se de folhas, rebentos e frutos de acácias.

Caracterização
Existe apenas uma espécie de girafa, sendo reconhecidas nove subespécies, que se distinguem pelo padrão da pelagem – que varia com a localização geográfica do território – e pelo número de chifres (enquanto numa só existem dois, outras apresentam um terceiro chifre no meio da fronte e outras podem apresentar cinco), presentes em ambos os sexos. Os chifres começam por ser constituídos por cartilagem, tornam-se depois ósseos a partir da ponta; são cobertos por pele. O seu alimento preferido, por serem ricas em água, são as muito espinhosas folhas das acácias, uma dieta que lhes permite aguentar mais de um mês sem beber, o que implica que, geralmente, não façam migrações durante a estação seca. No entanto, esta dieta é pobre em sais minerais, que a girafa obtém comendo pintos e ovos que, literalmente, lhe aparecem à frente, e mordiscando ossos de carcaças abandonadas.
A girafa é o mamífero mais alto que existe, podendo alguns exemplares atingir os 6 m de altura e os 1200 kg de peso. A sua silhueta de dorso inclinado e patas anteriores mais altas (até 1,80 m) é inconfundível e os seus grandes olhos e orelhas são dos traços mais característicos da espécie.Pacífica e não territorial, a girafa vive em grupos instáveis (entre quatro e trinta animais). Apesar de praticamente não ter predadores fica mais vulnerável quando bebe água, quando é jovem ou quando está doente. No entanto, as suas fortes patas podem desferir coices capazes de matar um leão.As crias, cujo peso à nascença pode chegar aos 100 kg, caem de 2 m de altura quando nascem, pois a progenitora não se deita aquando do parto, que acontece após um período de gestação de quinze meses. Uma hora após o parto a cria já está de pé e começa a mamar. Após ultrapassar o crítico primeiro ano de vida, a girafa pode viver até aos vinte e oito anos.


Curiosidades
Devido ao seu grande tamanho, os vasos sanguíneos do pescoço da girafa (que tem sete vértebras, como o dos restantes mamíferos) possuem válvulas que impedem o sangue de se acumular no crânio, provocando danos cerebrais, quando esta baixa a cabeça.Por volta do ano 1500 a.C., já os Egípcios já tinham girafas em cativeiro. Este povo acreditava que a girafa descendia do cruzamento entre uma fêmea de camelo e um macho leopardo («camelopardo»), daí a proveniência do seu nome científico camelopardalis.

Marabus africanos - Leptoptilus crumeniferus


Avestruz - Struthio camelus


Classificação


Classe: Aves
Ordem: Struthioniformes
Família: Struthionidae

Habitat
Esta espécie relativamente comum no seu habitat, vive no Leste e no Sul do continente africano, habitando zonas secas e semi-desérticas, de savana e deserto.

Caracterização
A avestruz é a maior ave do mundo, podendo atingir 2,5 metros de altura e pesar cerca de 160 kg. Demasiado pesada para voar, esta ave de pescoço nu é uma excelente corredora, que consegue deslocar-se a 70 km/hora durante meia hora. É também a única ave que possui dois dedos em cada pata, um dos quais possui uma garra afiada utilizada para defesa/ataque. Machos e fêmeas apresentam plumagem diferente: maioritariamente cinzenta nas fêmeas e preta e branca nos machos. Esta ave tem audição e visão muito apuradas. A avestruz é omnívora: a sua dieta é composta por sementes, folhas, ervas e, ocasionalmente, insectos e pequenos invertebrados.Cada ovo de avestruz equivale, em peso, a duas dúzias de ovos de galinha, podendo pesar 1,5 kg e medir 16 cm no seu lado maior. As avestruzes vivem em grupos constituídos por machos e fêmeas. Aquando do acasalamento, o macho protagoniza uma parada nupcial para atrair o maior número de fêmeas que conseguir (geralmente três ou quatro). A «coreografia» inclui a flexão das patas, acompanhada pelo agitar das longas penas brancas das asas, acompanhado por movimentos rítmicos do pescoço. A fêmea escolhe o que considera ser o melhor macho com base na actuação e no ninho (uma depressão cavada no solo) por ele feito. Neste ninho são depositados os ovos de todas as fêmeas que escolheram o macho em questão. A incubação dos ovos (até várias dezenas) dura quarenta dias e fica a cargo do macho (durante a noite) e das fêmeas (durante o dia).

Curiosidades
Se está a pensar em ter uma avestruz no seu quintal, pense a longo prazo: estas aves podem viver entre trinta a sessenta anos. No papo das avestruzes encontramos pequenas pedras, destinadas a facilitar a digestão dos alimentos, macerando-os.Os antigos Egípcios criavam avestruzes devido ao seu interesse nos ovos (cada um dos quais leva cerca de duas horas a cozer). Também as suas penas são utilizadas há muito tempo (cerca de cinco mil anos) como adorno.

Animais Selvagens - Vários



13 de maio de 2008

Pardal-comum - Passer domesticus



O pardal é a mais familiar das aves, encontrando-se em todos os locais habitados por pessoas, no campo ou na cidade. Apresenta dismorfismo sexual, tendo o macho tons castanhos mais escuros e a fêmea uma lista supraciliar clara. O macho distingue-se ainda da fêmea por uma coroa cor de chocolate e um bibe preto que se alarga pelo peito. Costuma formar grandes bandos, que podem atingir as 500 unidades. Mede entre 14 e 15 cm e alimenta-se de restos de comida, de sementes e de insectos. Reproduz-se em fendas de edifícios ou em buracos de árvores. Põe 3 a 5 ovos cinzentos manchados, que são incubados sobretudo pela fêmea, durante 11/14 dias.

Portalegre - Alto Alentejo - Portugal






Cidade de Portalegre


Portalegre é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Portalegre, na região do Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 15 800 habitantes.É sede de um município com 446,24 km² de área e 25 980 habitantes (2001), subdividido em 10 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Castelo de Vide, a nordeste por Marvão, a leste pela Espanha, a sul por Arronches e Monforte e a oeste pelo Crato.HistóriaA fundação de Portalegre remonta ao séc XII a.c. por Lísias, filho do Deus Baco, que ali repousou trazendo consigo gente que vinha na sua companhia. Edificou um forte, que serve de Igreja de São Cristóvão, dedicado a sua filha Maia, aquela que iria dar o nome àquela povoação. Maia arruinou-se e D. Afonso III procede à sua reconstrução, elevando-a à categoria de vila em 1259. Em 1290, D. Dinis fortifica Portalegre e edifica o seu castelo com 12 torres e 7 portas (8, segundo alguns historiadores).D. João III, em 1550 eleva Portalegre a cidade, no dia 23 de Maio. Nesse mesmo ano, cria a diocese portalegrensePortalegre torna-se capital do distrito com o seu nome em 1835, aquando da formação dos distritos no dia 18 de Julho. A ela, ficam associados 15 concelhos: Alter do Chão, Arronches , Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel.GeografiaPortalegre é a ligação entre o Alentejo seco e as Beiras. Aqui não existe uma orografia estanque, existe sim, um emaranhado de paisagens que conferem a este lugar características únicas. Cercada pelo sistema montanhoso de S. Mamede, Postalegre encontra-se entre 400 e 600 metros de altitude. A sul, do concelho podemos encontrar uma paisagem tipicamente alentejana, de seara e azinheiraa e a norte uma paisagem tipicamente beirã, serras e montes, penhascos e vales.Altitude: 438 metros. Latitude: 39º 16'' 59" N Longitude: 007º 25'' 59" O NaturezaPortalegre, pela sua posição geográfica, suporta um legado natural invejável.Os miradouros pelos quais podemos apreciar as belezas naturais deste lugar, deixam dar uma espreitadela pelos encantos dos contornos da cidade. Os miradouros:Miradouro de Santa Luzia – Situado na Serra de Portalegre (679m) com magnífica vista sobre a cidade de Portalegre – Salão Frio. Miradouro da Penha – Situado na Serra da Penha, inclui uma belíssima Capela do século XVII. Miradouro das Carreiras – Local panorâmico de grande beleza paisagística. Na freguesia das Carreiras pode apreciar-se também a calçada medieval Miradouro da Igreja de Nossa Senhora da Lapa – Pequena Igreja cavada na rocha situada a 1 km da povoação de Besteiros. Belíssima panorâmica do parque Natural da Serra de São Mamede. Pico da Serra de São Mamede – Situado a 1025m de altitude, é o ponto mais elevado do continente português a sul do Tejo. Magnífica vista sobre a barragem da Apartadura, a Vila de Marvão, a Serra da Estrela e boa parte da Estremadura Espanhola. A sua geologia traduz-se na presença de xistos, grauvaques, calcários e quartzitos, litologia que se reflecte na variedade dos solos. A visitar: Parque Natural da Serra de São MamedeCasas NobresPortalegre conta com um número considerável de casas senhoriais, tendo assistido a um crescimento exponencial destes edifícios nos séculos XVII e XVIII.Palácio Achioli – séc. XVIII Palácio Avillez – séc. XVIII Solar dos Viscondes de Portalegre Casa Nobre de D. Nuno de Sousa – séc. XVI Palácio Barahona – séc. XVIII Paços do Concelho - séc. XVII Palácio da família Andrade e Sousa – séc. XVII Antigo Seminário - séc. XVI / XVIII Paço Episcopal - séc. XVI / XVIII Palácio Amarelo - séc. XVII Palácio dos Caldeira Castel- Branco – séc XVIII Palácio Póvoas – séc. XVIII Casa Nobre do Largo dos Silveiros Solar das Avencas Palácio dos Tavares Falcões – séc. XVI Portalegre e as suas FontesA cidade de Portalegre e os seus arredores contam com mais de 30 fontes. Até finais do século XIX, a água canalizada estava praticamente circunscrita às fontes. Só a partir dos anos quarenta do século XX se pode falar de água canalizada ao domicílio. As fontes de Portalegre começam, por isso, por constituir um mobiliário urbano de características utilitárias.Fonte do Outeiro – Data de 1883. Pintada de amarelo e branco, cores típicas da cidade com o brasão de armas da cidade. Fontes do Corro – Nesta Praça encontravam uma Fonte Filipina com o brasão de armas da cidade, a qual se encontra hoje numa praça de Cascais. Em sua substituição foram implantados, por volta de 1894, dois marcos fontanários em granito da região. Fonte das 3 Bicas – Data de 1864. Pintada de amarelo e branco está encimada por um belíssimo varandim. Tem 3 bicas e a data gravada. Fonte da Concha – Também chamada Fonte de Manuel de Jesus por se tratar de uma fonte particular que pertencia à casa que lhe está anexa. Data do séc. XIX. É constituída por uma grande concha em cima de um varandim. Está pintada de branco e amarelo. Fonte da Boneca – Data de 1894. Executada em lioz, enquadra-se no estilo neoclássico. Parece ter sido construída com o intuito de embelezar a cidade na sequência de uma visita prevista do Rei D. Carlos I a Portalegre. Fonte de Mergulho - Data do século XVI. Servia para abastecer de água o Convento de Santa Clara que lhe está anexo. Apresenta arcos geminados, separados por um mainel, que, sobre o capitel, ostenta um círculo raiado. Fonte do Claustro do Convento de Santa Clara – Data do século XVIII e encontra-se a decorar o belo Claustro Gótico do Convento de Santa Clara. Apresenta elementos decorativos característicos do estilo Barroco. Fonte da Misericórdia – Data de 1906, e foi, provavelmente inspirada na fonte do Largo do Teatro. Numa das faces possui a data gravada e o brasão de armas da cidade gravada em relevo. Construído em mármore branco com laivos vermelhos e negros. Fonte Nova – Data de 1894. Executada pelo escultor Augusto Desirat em mármore de Estremoz. Tem duas bicas. A decoração inclui o brasão de armas da cidade de Portalegre. Fonte do Rossio – Começou por ser colocada no Largo de Santiago em 1865, e só em 1889 passou para o Rossio. Fonte do Jardim do Tarro – Foi construída nos anos sessenta do século XX. Está anexada a um pequeno lago que se pode atravessar por meio de passadeiras de pedra. Fonte de Nepturno – data da segunda metade do século XVI e apresenta elementos decorativos do manuelino e do renascimento. Foi remodelada no século XIX, datando desse período a figura de Nepturno e as carrancas que a suportam. As Portas da cidadePortalegre é conhecida pelas suas 7 portas. No entanto, muitos autores e historiadores referem terem existido não sete mas oito portas, a saber:Postigo Alegrete Elvas Deveza Espírito Santo Bispo S. Francisco Évora Algumas destas portas sobreviveram ao passar dos tempos e são, hoje, um dos cartazes turísticos da cidade de Portalegre.

26 de abril de 2008

Lamego - Douro - Portugal







Sé Catedral


Torre românica, até à altura dos sinos (séc. XII-XIII), possuindo frestas interessantes do mesmo período, com especial destaque para a notável fresta que se abre do lado nascente (ver Tesouros Artísticos). A Torre serviu de cadeia por muito tempo, até que o Bispo D. Frei Feliciano de Nossa Senhora resolveu retirar o cárcere por o considerar "tenebroso".
Na fachada podem admirar-se três notáveis pórticos de influência gótica, magnificamente lavrados, notando-se nos dois laterais já influência do período renascentista. (
ver Tesouros Artísticos)
As portas robustas, almofadadas, são valiosos exemplares da marcenaria portuguesa. No interior, as abóbadas das naves apresentam coloridas pinturas de Nicolau Nasoni, representando passagens do antigo Testamento. (
ver Tesouros Artísticos)
No altar-mor existe uma boa pintura em tela representando Nossa Senhora da Assunção. Na Capela do Santíssimo, três magníficos altares de talha dourada (séc. XVIII), possuindo cada um deles uma pintura em tela. Sobre o altar do transepto, do lado norte, está uma excelente tela representando S. Miguel Arcanjo, embora seja uma cópia de Guido Reni. Na Sacristia existe uma bela imagem, em madeira policromada, de Nossa Senhora da Vitória (século XVI);
No coro alto podemos admirar uma bela imagem de Cristo na Cruz sob uma vistosa armação em talha. Também aqui existe uma bonita imagem de Nossa Senhora da Conceição – escultura portuguesa em madeira estofada do século XVII.
O claustro, concluído em 1557, apresenta quatro grupos de arcos do período de transição do gótico para o renascimento. Neste espaço, junto à arcaria do lado nascente, existem duas capelas mandadas construir pelo bispo D. Manuel de Noronha, no século XVI, uma de invocação a S. Nicolau e outra a Santo António. Estas capelas apresentam altares de boa talha sendo as paredes laterais, da capela de S. Nicolau revestidas de magníficos painéis cerâmicos (séc. XVIII) referentes a S. Nicolau. Ambas possuem admiráveis portões em ferro forjado, da melhor serralharia portuguesa.

Classificação: MN - Monumento Nacional

25 de abril de 2008

Peso da Régua - Douro - Portugal


Peso da Régua - Douro - Portugal.



Lamego - Portugal




Cidade de Lamego


Cidade e sede de concelho do distrito de Viseu, situa-se na margem esquerda do rio Balsemão, no sopé nordeste da serra de Montemuro, 12 km a sul do rio Douro. Povoação de origem muito remota era um núcleo muito importante e chegou a ser sede de bispado no período suevo (século VI) e visigótico. Foi reconquistada aos Mouros, a título definitivo, por Fernando Magno em 1057. No século XIII, Lamego era um importante centro administrativo e económico, em parte relacionado com a fixação de um significativo núcleo de judeus que se dedicavam ao trabalho de metais, comércio e mesmo medicina. O concelho de Lamego (164 Km2), de topografia bastante acidentada, entre a serra de Montemuro e o Douro, é essencialmente agrícola. Produz vinhos afamados, fruta, cereais e carnes, nomeadamente porcos, de que se faz o saboroso presunto.
A cidade de Lamego, situada na zona vinhateira do Douro, conheceu um período de prosperidade (século XVIII a meados do XIX) ligado ao apogeu do vinho do Porto. Depois da filoxera e com a alteração dos circuitos comerciais, a cidade perdeu parte da função de entreposto, vivendo bastante da população flutuante que frequenta os estabelecimentos de ensino secundário e pela que presta serviço na importante unidade militar.
Possui destilarias de aguardente e importantes caves vinícolas, que, inclusivamente, produzem um vinho espumante muito apreciado. Do ponto de vista monumental, a cidade é muito rica. A
sé é um edifício muito antigo que foi sujeito a imensas e profundas alterações ao longo dos tempos. Da época medieval subsistem o castelo - o conjunto de muralhas, a torre de menagem quadrangular e a cisterna - e a igreja de Almacave , templo românico já fora dos muros. Dos finais do século XVI, princípios do XVII, embora com adornos interiores de talha barroca posteriores, são as igrejas de Santa Cruz e do Desterro . O período do Barroco é, de facto, o mais bem representado tanto na arquitectura civil - diversos palácios - como na religiosa. Merecem, no entanto, destaque o Paço Episcopal, hoje museu , e o Santuário da Senhora dos Remédios , situado na colina fronteira ao morro do castelo, com uma escadaria monumental e a igreja já rocaille, porque a construção, iniciada nos meados do século XVIII, se prolongou até ao XX.
XVIII, se prolongou até ao XX.

Lamego - Portugal



Santuário de N. S. dos Remédios


No sítio onde está situado actualmente o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios existia antigamente outro local de diversão: desde 1361 que o povo acorria à capelinha dedicada a S.to Estêvão, peregrinando ao longo do desnível de 600 metros até atingir o cimo do monte. Em meados do Séc. XVI o pequeno templo ameaçava ruínas, o que levou o Bispo da cidade, D. Manuel de Noronha, a mandar construir nova igreja, à qual acrescentou nova devoção: uma imagem da virgem com a menina ao colo, que mandara trazer de Roma por ser considerada na «cidade santa» como grande remediadora dos males de que os crentes se lhe queixavam. Mas enquanto a virgem ia respondendo aos apelos dos crentes aflitos, conseguindo remédio para os seus males, o santo parece ficar esquecido das súplicas dos devotos, caindo no esquecimento.
No dia 4 de Agosto de 1748 foi eleita uma comissão para constituição da confraria que deveria providenciar a edificação de um Santuário dedicado, em exclusivo, à famosa Senhora dos Remédios. Dois anos depois, no dia 14 de fevereiro, procedia-se ao lançamento da primeira pedra para a construção. Entretanto, arrastaram-se as obras devido à sumptuosidade que lhes foram querendo imprimir, tendo apenas terminado em setembro de 1905. O altar-mor ostenta um trono com a imagem da Nossa Senhora dos Remédios. Os dois altares laterais são dedicados aos pais da virgem , São Joaquim e Santa Ana. Os azulejos que recobrem as paredes contam a História da virgem e estão assinados por Miguel Costa, de Coimbra. Atente na decoração da fachada: cada espaço possível foi ocupado, não deixando nenhuma parte da parede vazia. Atreva-se a descer o escadório composto por 686 degraus. O primeiro patamar, conhecido por Pátio dos Reis, representa 18 monarcas e sacerdotes de Israel pertencentes à árvore genealógica da Virgem. A decoração de cada patamar e as sucessivas variações de perspectiva, ajudarão a amenizar a peregrinação. E lembre-se que ainda mais difícil seria subi-los... Se visitar Lamego em Setembro, saiba que, entre os dias 6 e 8, se realiza a grande romaria iniciada por D. João VI, considerada a «romaria de Portugal». Um dos momentos altos de festa em honra da Senhora dos Remédios é a procissão do Triunfo: O andor é transportado por juntas de bois, com os carros magnificamente engalanados.
Ao fundo do escadório abre-se a Avenida Dr. Alfredo de Sousa. Dir-se-iam duas artérias diferentes, devido a uma placa central separadora decorada com esculturas, colocadas em espelhos de água. Essas figuras que aí estão representam as 4 Estações do Ano.
No final da avenida existem igualmente mais duas figuras femininas que seguram potes de onde jorram água. Essas figuras pela forma de como foram esculpidas levaram a chama-las de «cochichos», visto estas darem a entender que estão a falar uma ao ouvido da outra.






Cidade de Lamego
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