“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

6 de junho de 2010

Castelos de Portugal





CASTELO DE MARVÃO

O Castelo de Marvão situa-se a 843 metros de altitude, num dos pontos mais elevados na Serra de São Mamede, denominado Serra do Sapoio. A Serra é bastante escarpada, constituindo um ponto de defesa natural, com possibilidade de acesso apenas pelo lado Este, onde se desenvolveu a povoação intramuros. Daqui era possível observar a fronteira com o país vizinho e a localidade espanhola de Valencia de Alcántara, por onde se aguardou a entrada dos exércitos inimigos por diversas vezes.

O conjunto, muito bem conservado, resulta numa sobreposição de fortalezas, que correspondem a vários períodos de construção bem documentados.

Do tempo da conquista cristã por D. Afonso II (séc. XII) datam poucos troços de muralha, o portal românico da Torre de Menagem, as Portas da Traição e a cisterna pequena. Nos finais do séc. XIII, D. Dinis ordenou que se fizessem obras de melhoramento e reforço, identificadas nas portas de arco quebrado e na cerca urbana. Nos séculos XV e XVI, reforçaram-se as entradas, alterou-se a Torre de Menagem para a estrutura actual e construiu-se a cisterna grande.

Os baluartes da Porta de Rodão, Porta da Vila, do Fortim e da Rua Nova são já construções tardias, do séc. XVII, de uma campanha de obras que teve como objectivo reforçar a defesa durante as Guerras da Restauração da Independência entre Portugal e Espanha (1640-68). Nos finais do século, foram alteradas algumas orientações das torres de vigia e modificadas as entradas no recinto do castelo. Construiram-se então o Forno do Assento e as Oficinas da cidadela, já desaparecidas.

Para além das particularidades militares, o Castelo de Marvão é sobretudo apreciado pela paisagem envolvente. Por isso, vale a pena percorrer Marvão pelo corredor da muralha terminando na Torre de Menagem, de onde, como diz um ditado popular, "se vêem as costas dos pássaros" quando voam.

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CASTELO DE ÉVORAMONTE

À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação foi conquistada aos mouros pelas forças portuguesas comandadas pelo lendário Geraldo Sem Pavor, por volta de 1160, ocasião em que o castelo terá tido início.

As suas defesas foram recuperadas por determinação de D. Afonso III (1248-1279), soberano que lhe outorgou o primeiro foral (1248), renovado em 1271. Estas tentativas de povoamento, entretanto, não parecem ter sido bem sucedidas, uma vez que seu sucessor, D. Dinis (1279-1325), ordenou a fortificação da vila (1306), dele nos tendo chegado a cerca e as portas.

Com a ascensão de D. João I ao trono, o Castelo de Évora Monte e seus domínios passaram para a posse do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, vindo posteriormente a integrar os domínios da Casa de Bragança.

No início da Idade Moderna, D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo à vila (1516), iniciando-lhe nova etapa construtiva. Ficando a torre de menagem do antigo castelo destruída pelo terramoto de 1531, no ano seguinte, sob a direção do alcaide-mor, D. Teodósio de Bragança, é reedificado na forma de um Paço de inspiração renascentista italiana, com risco atribuído aos arquitetos Diogo e Francisco de Arruda.

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CASTELO DE BELMONTE

Construção militar dos séc. XII/XIII. Em 1466 foi doado a Fernão Cabral, a título hereditário, por D. Afonso V. Passou de castelo fortificado a residência senhorial. Foi residência da família Cabral até finais do século XVII, tendo sido abandonado devido a um violento incêndio.Sofreu várias remodelações.Hoje possui um anfiteatro ao ar livre. Encontra-se aqui o posto de turismo e uma loja do IPPAR.

13 de maio de 2010

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