“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

18 de abril de 2008

Rio Tua - Portugal


Rio Tua

Afluente da margem direita do rio Douro onde desagua junto à localidade de Tua (com o mesmo nome do rio), o rio Tua resulta da junção de dois outros rios: o rio Tuela e o rio Rabaçal. A junção ocorre a 3 quilómetros a norte da cidade de Mirandela. O Rio Tuela e o Rio Rabaçal nascem em Espanha, sendo que o Tuela nasce em Castela-Leão e o Rabaçal na Galiza, entrando ambos em Portugal através do concelho de Vinhais. Os dois rios têm uma extensão semelhante, e ambos contam com dois afluentes que correm paralelos a eles, também estes com distâncias semelhantes: o Rio Mente no Rabaçal, e o Rio Baceiro no Tuela. A foz destes rios afluentes localizam-se também no concelho de Vinhais. O Rio Mente faz inclusivamente num breve trecho do seu curso a fronteira entre Portugal e Espanha, na zona portuguesa de Vinhais denominada de Lomba. O Baceiro por seu lado delimita também numa distância reduzida os concelhos de Vinhais e de Bragança, numa zona que envolve uma das maiores manchas de carvalho da Península Ibérica. Os rios Tuela e Rabaçal seguem os seus cursos paralelos um ao outro, seguindo o primeiro de Vinhais para o concelho de Mirandela, e o segundo de Vinhais para os concelhos de Valpaços e de Mirandela.
O rio Tua tem sido um rio muito mal tratado. Para além das descargas dos esgotos residenciais, no
Cachão (aldeia situada a 13 kms a sul de Mirandela) ainda hoje o rio recebe, sem qualquer tratamento, o que sai pelos esgotos das empresas que se instalaram no ex-Complexo Agro-Industrial do Cachão (com excepção para o Matadouro industrial, que ao fim de muitos anos tem uma ETAR em funcionamento).
Com uma vista deslumbrante, pode ser contemplado em todo o seu esplendor numa viagem de comboio na
Linha do Tua, entre Mirandela e a aldeia do Tua, junto à foz do Rio Tua no Douro. Esta linha ficará submersa se for construída a barragem prevista para 2009 o que constituirá uma perda irreparável. É considerada uma das mais bonitas do mundo.

17 de abril de 2008

Igreja matriz de S. Bartolomeu - Vila Flor - Portugal




Trata-se de uma igreja barroca que combina elementos decorativos de tradição maneirista. O frontispício é forrado a azulejos de padrão a azul e branco e flanqueado por duas torres sineiras. O portal, de verga recta, é ladeado por dois colunelos pseudo-salomónicos assentes num pedestal ricamente decorado; enquadra-o decoração exuberante em volutas e rendilhado de ambos os lados. O lintel recebeu quatro estrelas de oito pontas. Coroa o portal um frontão curvo interrompido, com nicho ao centro e dois pináculos laterais. Entre o lintel e o frontão apresenta ainda quatro cabeças de anjo. O nicho, com colunelos pseudo-salomónicos, alberga a imagem de São Bartolomeu e é rematado com um pequeno frontão curvo coroado por pináculos.No interior, tem um coro-alto em abóbada de berço e com balaustrada em granito e, ao centro, uma grande cruz com a imagem de Cristo. A nave possui quatro capelas colaterais com retábulos de talha policroma e, no lado da Epístola, um púlpito quadrado com base pétrea. A capela lateral, dos Viscondes de Sampaio, tem pedra de armas e pedra sepulcral com inscrição. A capela-mor tem um retábulo de talha policroma com tela central. O pavimento é em granito e o tecto é de madeira de perfil curvo com caixotões pintados.

Vila Flor - Portugal






Vila Flor
Vila Flor é a sede do concelho. Antigamente denominada de Póvoa de Além Sabor viu o seu nome mudar aquando da passagem de D. Dinis por estas terras. Achando ele este lugar belo e formoso, baptizou-o de Vila Flor e concedeu-lhe um Foral em 24 de Maio. O povoamento de Vila Flor é remoto, remonta à época castreja. Podem-se ver vestígios de um Habitat Romano na Quinta dos Castelares. Foram encontrados nesse lugar, muita cerâmica e outros objectos.
Durante a época medieval foi erguido um Castelo defensivo que tinha por objectivo defender as populações e constituir uma primeira barreira aos ataques vindos de Castela. Dessa fortaleza restam poucos vestígios a não ser uma parte do muro e as chamadas Portas da Vila ou Arco de D. Dinis. Está este imóvel classificado de interesse público. Vila de passado riquíssimo aos níveis artístico, religioso e senhorial.
No largo da Igreja Matriz encontra-se o Pelourinho símbolo da autonomia administrativa desta vila. É símbolo deste concelho e considerado também imóvel de interesse público. Do seu espólio religioso destacam-se a Igreja Matriz, dedicada a S. Bartolomeu. Foi construída no , séc. XVIII, substituindo uma anterior demolida em 1708. Apesar de toda ela ser digna de nota é de destacar, especialmente, o Altar Mor em talha do séc. XVIII, com um painel da autoria de um artista local, Manuel de Moura. Aquando da reconstrução da Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia foi durante algum tempo a Matriz desta localidade. Muito antiga foi ampliada no séc. XVIII.
Mas o espólio religioso não se "resume somente ás Igrejas, as Capelas ocupam também um lugar importante. O maior destaque vai para o Santuário da Senhora da Lapa, situado na Serra do F acho e constituído por várias Capelas. De entre elas destaca-se a Ermida da Senhora da Lapa, construída em grande parte na gruta natural de xisto, onde, segundo a tradição, apareceu Nossa Senhora da Lapa. Ao lado deste Santuário fica o miradouro que nos proporciona uma bela panorâmica sobre a vila e Parte do Vale da Vilariça. Outras Capelas se nos apresentam apesar de simples não deixam de se belas e dignas de realce: a Capela de Santa Luzia, capela românica tardia; Capela de S. Sebastião, construída no séc. XVI por promessa de D. Manuel I; a Capela de Nossa senhora da Veiga, Capela barroca situada no cemitério situada na praça da República está Ermida do Senhor Stº Cristo da Agonia. Em Vila Flor existem vários Solares Brasonados, destacando-se de entre eles três: o Solar dos Capitães -Mores, do séc. XVIII, está armoriado com a armas dos Morais e Castro; o Solar do Lemos é joanino e setecentista, te uma capela; o Solar mais antigo dos três é o do Paço, do séc. XVII, está armoriado com as armas dos Sampaios, que foram donatários da vila.
Dignos de nota são uma série de ruas: a rua do Saco; a rua das Portas da Vila; a rua Nova (foi rua dos mercadores até ao séc. XVIII) e a Portela, bairro construído por casa muito típicas de xisto e alguns pormenores manuelinos. Considerada imóvel de interesse público, a Fonte Romana fica situada à entrada de Vila Flor junto à Escola EB 2,3/S. Na época estival a vila enche-se de vida, tudo isso devido aos turistas que vêm passar uns dias sossegados ao Parque de Campismo, um local aprazível onde o contacto com a Natureza é uma constante, visto estar rodeado por floresta. Fica situado a 3 km de Vila Flor, na zona do Peneireiro , junto à Barragem Engº Camilo de Mendonça. Tem um circuito de manutenção e é uma zona de pesca. Os utentes do Parque podem também desfrutar do campo de ténis e um campo de futebol cinco. Está também nesta zona a Piscina Municipal, um parque de merendas e um mini jardim zoológico. .Vila Flor quis homenagear com uma estátua o monarca que lhe deu o nome e por isso mandou-lhe erguer uma estátua, e lá está D.Dinis todo imponente para receber todos o que passam por Vila Flor.

14 de abril de 2008

Muxagata - Vila Nova de Foz Côa - Portugal






- Centro de Interpretação da Muxagata, Parque Arqueológico do Vale do Côa
Localizado em Muxagata (Vila Nova de Foz Côa),
-Pelourinho de Muxagata
O PELOURINHO - do século XV1, dentro da Arte Manuelina, imóvel de interesse público (D.L. Nº 23 122 de 11/10/1933). Está assente em degraus poligonais; a coluna é oitavada; cabeça em gaiola estilizada, devido à altura dos colunetos, rematada por esfera armilar.
- CRUZEIRO ALPENDRADO - do século XVII. Tem o capitel rematado por crucifixo com figuração de Cristo. Coroamento piramidal e gárgulas de canhão.

Muxagata - Vila Nova de Foz Côa - Portugal






Muxagata (Vila Nova de Foz Côa)

Muxagata é uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Nova de Foz Côa, com 27,36 km² de área e 403 habitantes (2001). Densidade: 14,7 hab/km².
Foi vila e sede de concelho até ao início do
século XIX. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 697 habitantes.

Penedono - Castelo - Portugal


Castelo de Penedono

O Castelo de Penedono, também referido como Castelo do Magriço, na Beira Alta, localiza-se na povoação, Freguesia e Concelho de Penedono, no Distrito de Viseu, em Portugal.
Em posição dominante sobre a povoação, esta pequena estrutura medieval constitui-se em um misto de fortificação defensiva e residência senhorial.

História
Antecedentes
A ocupação humana do seu sítio certamente remonta a época pré-romana, embora não seja possível afirmá-lo com exatidão.
O castelo medieval
As fontes documentais mais antigas mencionam esta área apenas à época da Reconquista cristã da península Ibérica aos mouros, a propósito do repovoamento da região após a vitória das forças de Ramiro II de Leão na batalha de Simancas (939). A defesa desta parte do território foi confiada a Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Rodrigo viria a ser alcaide dos castelos do soberano e, nessa função, teria determinado a reedificação do Castelo de Penedono. Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes (penellas et populaturas) na fronteira da Beira Alta, entre os quais este, de Penela.
Durante o
século XI, ao sabor dos avanços e recuos das fronteiras cristãs, Penedono e o seu castelo mudaram de mãos em diversas ocasiões. A sua reconquista definitiva deveu-se à ação do rei leonês Fernando Magno (1064). Um inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães, lavrado em 1095, relaciona o Castelo de Penedono entre outros bens anteriormente legados por D. Chamoa. Com a emancipação política de Portugal, os seus domínios passaram a integrar os da jovem nação. D. Sancho I (1185-1211), ante a situação estratégica de Penedono, próxima à linha fronteiriça, incentivou o repovoamento dessas terras através de Foral (1195), ao mesmo tempo em que determinava a reconstrução das suas defesas. O seu sucessor, D. Afonso II (1211-1223) confirmou-lhe o foral em 1217. A povoação e o seu castelo também tiveram a atenção de D. Dinis (1279-1325), que lhe determinou reforços na defesa.
A atual configuração do castelo remonta aos fins do
século XIV, quando D. Fernando (1367-1383) incluiu a povoação no termo de Trancoso. Diante da intenção da edilidade de arrasar o Castelo de Penedono, os homens-bons desta vila insurgiram-se, logrando a sua autonomia. Esses domínios foram então doados a D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor do couto de Leomil, que fez reconstruir o castelo.
No contexto da
crise de 1383-1385, tendo falecido na Primavera de 1384 o alcaide de Penedono, Vasco Fernandes Coutinho, sucedeu-o na função o seu filho, Gonçalo Vasques Coutinho. Leal ao partido do Mestre de Avis, foi-lhe confiado, no início de 1385 o encargo de chefiar as forças do Porto que conquistaram o Castelo da Feira. Posteriormente, distinguiu-se, por mérito, na batalha de Trancoso (Maio de 1385), o que lhe valeu a promoção ao posto de marechal. Acredita-se que, no Castelo de Penedono, tenham nascido os filhos deste alcaide e, dentre eles:
o primogênito,
Vasco Fernandes Coutinho, 1º conde de Marialva, que integrou a malfadada expedição a Tânger (1437); e
Álvaro Gonçalves Coutinho, o cavaleiro alcunhado Magriço, herói da narrativa dos Doze Pares de Inglaterra, imortalizado por Camões no Canto VI de Os Lusíadas.

Os descendente do conde de Marialva mantiveram interesses no Castelo de Penedono, a saber: D.
Gonçalo Coutinho, que herdou o titulo condal, e D. Fernando Coutinho, ambos integrantes da segunda expedição a Tânger (1464), onde o primeiro perdeu a vida; os seus netos, D. João Coutinho, 3º conde de Marialva, e D. Francisco Coutinho, 4º Conde de Marialva por sucessão de seu irmão, falecido sem descendência, ambos integrantes da expedição que conquistou Arzila (1471), que ao primeiro custou a vida.
Sob o reinado de
D. Manuel I (1495-1521), a vila recebeu o Foral Novo (1512), o que atesta a sua importância à época. Foram realizadas, nesta conjuntura, novas obras no castelo, para o que terá contribuído a influência do 4º conde de Marialva, vedor das obras reais na Beira, cuja filha única, D. Guiomar Coutinho, desposou o infante D. Fernando. Falecendo o conde sem descendência, e sua filha, dois anos depois, também sem descendência, extinguiu-se a família Coutinho.
Do século XVII aos nossos dias
Os domínios de Penedono e seu castelo são referidos, no século XVII, associados aos Lacerda, que então usavam honoríficamente o título de seus alcaides-mores.
O castelo foi visitado por
Alexandre Herculano em 1812, que o descreve, à época, como já em ruínas.
No
século XX, foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.
Em
1940, no âmbito das comemorações dos Centenários, promovidas pelo Estado Novo português, o castelo foi alvo de intervenções de consolidação e restauro de panos de muralhas e de torres, parcialmente reconstruídos, a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Novos trabalhos tiveram lugar em 1943 e em 1953, permitindo que o conjunto chegasse até aos nossos dias relativamente bem conservado, mas ainda carecendo de obras em seu interior.
Características
Na cota de 930 metros acima do nível do mar, nada sabemos de suas primitivas configurações. O atual castelo, de pequenas dimensões (com perímetro externo de cerca de 70 metros), data do final do século XIV, com complementos datando da passagem do século XV para o XVI.
Com a função de Solar, apresenta planta hexagonal irregular, com os panos laterais de
muralhas ressaltados e protegidos por ameias piramidais. Em pedra de granito e xisto, no setor noroeste, a muralha é reforçada por um cubelo defensivo. Dois outros robustos torreões prismáticos, com contrafortes e mísulas, são coroados por ameias piramidais. No setor sudoeste da muralha destacam-se dois torreões esguios, coroados de ameias piramidais reentrantes, ladeando e protegendo a porta principal do castelo, encimada por um arco pleno que une ambos os torreões defensivos. Por esta acede-se a praça de armas, de pequenas dimensões. Nas suas paredes, observam-se os vestígios das bases do travejamento de madeira dos pisos residenciais, sendo as paredes rasgadas por janelas quadradas ladeadas por bancos de pedra. Num dos ângulos da praças de armas, sob a torre de menagem, inscreve-se a cisterna, de seção poligonal, recoberta por abóbada em cruzaria de ogivas.
O conjunto é completado por uma pequena
barbacã, cuja cortina é rasgada por uma porta em arco ogival e pelo adarve.
Curiosidades
Embora não haja muito a ver no interior deste pequeno castelo, além da magnífica paisagem que se descortina do alto de seus muros, caso o mesmo se encontre fechado, a chave encontra-se na pequena loja vizinha ao pelourinho da vila.

10 de abril de 2008

Fechadura e batente


Uma flor


O Simão (O meu gato) no computador



um cavalo a pastar - Douro - Portugal


O cavalo (do latim caballu) é um mamífero hipomorfo, da ordem dos ungulados, uma das sete espécies modernas do gênero Equus. Esse grande ungulado é membro da mesma família dos asnos e das zebras, a dos eqüídeos. Todos os sete membros da família dos eqüídeos são do mesmo gênero, Equus, e podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, como as mulas. Os cavalos têm longas patas de um só dedo cada. Os cavalos (Equus caballus) são perfeitamente adaptados a diversos desportos e jogos, como corrida, pólo, provas de ensino ou equitação, ao trabalho e até à equoterapia (recuperação da coordenação motora de certos deficientes físicos).
Esses animais dependem da
velocidade para escapar a predadores. São animais sociais, que vivem em grupos liderados por matriarcas. Os cavalos usam uma elaborada linguagem corporal para comunicar uns com os outros, a qual os humanos podem aprender a compreender para melhorar a comunicação com esses animais. Sua longevidade varia de 25 a 30 anos.
O cavalo teve, durante muito, tempo um papel importante no
transporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem, uma carroça, uma diligência, um bonde, etc.; também nos trabalhos agrícolas, como animal para a arar, etc. assim como comida. Até meados do século XX, exércitos usavam cavalos de forma intensa em guerras: soldados ainda chamam o grupo de máquinas que agora tomou o lugar dos cavalos no campo de batalha de "unidades de cavalaria", algumas vezes mantendo nomes tradicionais (Cavalo de Lord Strathcona, etc.)
Como curiosidade, a raça mais rápida de cavalo, o famoso thoroughbred (
puro sangue inglês ou PSI) alcança em média a incrível velocidade de 17 m/s (~60 km/h).
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