“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

13 de novembro de 2008

Óbidos - Portugal


A vila de Óbidos guarda séculos de história entre as suas muralhas. Com um vasto património de arquitectura religiosa e vestígios histórico-monumentais, a vila de reis e rainhas foi, noutros tempos, local de preferência para descanso ou refúgio das desavenças da Corte. D. João IV e D. Luísa Guerra, D. Pedro II e D. Maria I, D. Leonor, D. Catarina de Áustria e D. Carlos, foram alguns dos monarcas que passaram por estas terras deixando, de uma forma ou de outra, marcas que a vila ainda hoje mantém. A origem da vila de Óbidos remonta ao século I, à cidade de Eburobrittium. Romanos, visigodos e árabes foram povos que marcaram
presença por estas paragens. O ano de 1148 marca a tomada aos mouros de Óbidos, sendo em 1210 doada por D. Afonso II à Rainha D. Urraca. O primeiro condado de Óbidos é instituído em 1636 e, sete anos mais tarde, D. João IV manda reparar novamente as muralhas.

Óbidos - Portugal

Vários aspectos das ruas da vila de Óbidos






Óbidos - Portugal

Rua Direita




Casas de Óbidos



Óbidos - Portugal

Panoramicas de Óbidos





Óbidos - Portugal

Santuário do Senhor Jesus da Pedra
Fora da Vila, na estrada para as Caldas da Rainha, ergue-se o Santuário do Senhor da Pedra, templo inaugurado em 1747. O risco da obra é de autoria do Arq. Capitão Rodrigo Franco (da Mitra Patriarcal) e tem a particularidade de articular um volume cilíndrico (exterior) com um polígono hexagonal (interior), em planta centrada à qual se anexam três corpos (dois correspondentes às torres e outro que corresponde à sacristia). No seu programa de simetrias destaca-se o jogo de janelas invertidas. O seu interior apresenta três capelas: a capela-mor dedicada ao Calvário, com uma tela de André Gonçalves, e as capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora da Conceição e à Morte de São José, com telas de José da Costa Negreiros. A "estranha" imagem de pedra de Cristo Crucificado, em maquineta própria no Altar-Mor, esteve até à inauguração do Santuário recolhida numa pequena ermida junto à estrada para Caldas da Rainha onde era objecto de grande devoção, nomeadamente do Rei D. João V.
Castelo
Atribui-se ao Castelo de Óbidos origem romana, provavelmente assente num castro. Foi posteriormente fortificação sob o domínio árabe. Depois de conquistado pelos cristãos (1148) foi várias vezes reparado e ampliado. No reinado de D. Manuel I, o seu alcaide manda construir um paço e alterar algumas partes do castelo. No Paço dos Alcaides salientam-se as janelas de belo recorte manuelino abertas para o interior do pátio. São ainda do seu tempo a chaminé existente na sala principal e o portal encimado pelas armas reais e da família Noronha, ladeado por duas esferas armilares. O Paço sofreu fortes danos com o terramoto de 1755. No século XX estava em total ruína tendo sido recuperado para instalar a Pousada (a primeira pousada do Estado em edifício histórico).

31 de outubro de 2008

Quinta dos Loridos - Bombarral - Portugal

Quinta dos Loridos



João Annes de Lourido, a quem o Mosteiro doara terras junto ao Bombarral, talvez tenha sido o primeiro proprietário da Quinta dos Loridos, por volta de 1430. Nos finais do sec. XV, aparecem em Lisboa os Aifaitati ou Lafetas, familia de banqueiros italianos, proveniente da cidade de Cremona, que controlavam uma das mais poderosas companhias internacionais, com sucursais em Roma, Portugal, Espanha, Flandres, Inglaterra e França.Associados ao comércio do açucar da ilha da Madeira, e, logo após o regresso de Vasco da Gama, em 1499, ao tráfico de especiarias, fixam-se na zona de Óbidos, tendo construído casa de campo na Quinta dos Loridos doada por El Rei D. Manuel I, no ínicio do sec.XVI. Na actualidade, a imagem quinhentista ainda é marcante na organização espacial das construções, nos jardins em socalcos, e particularmente, no portal " Paladiano " do corpo central do edifício, de inspiração obviamente colhida na Itália do sec.XVI. Curiosamente a casa dos Aifaitati em Cremona apresenta um portal idêntico.Em meados do sec. XVIII, a Quinta dos Loridos é propriedade da familia Sanches de Baena, da qual o portal de entrada apresenta uma pedra de armas. Esta familia, ao adquirir a Quinta, procedeu a alterações exteriores de grande impacte visual e clara filiação barroca, de que é exemplo a entrada e capela. Em 1834, o Capitão João Pedro Barboza compra a Quinta dos Loridos. O seu filho, José António da Silva Barboza quis deixá-la em testamento a um pároco, que a recusou, pedindo-lhe que deixasse ao primo, Albino Herculano da Silveira Sepúlveda, que deste modo a herdou.Os Loridos mantiveram-se na família Sepúlveda até 1989, quando a adquirimos. Desde então foi realizada uma profunda obra de restauro, que inclui a reconstrução dos telhados e interiores, a instalação de uma adega para a produção de um espumante Método Clássico numa antiga adega existente que ainda conserva um lagar de pedra com prensa de " vara " , a construção de uma cave de envelhecimento e a plantação de vinha.

Bombarral - Portugal

Quinta dos Lóridos




Quinta dos Loridos - Bombarral - Portugal

Quinta dos Loridos




Quinta dos Loridos - Bombarral - Portugal

Quinta dos Loridos



Quinta dos Loridos - Bombarral - Portugal

Quinta dos Loridos










Quinta dos Loridos - Bombarral - Portugal

Quinta dos Loridos









Quinta dos Loridos - Bombarral - Portugal

Quinta dos Loridos









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