“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

24 de maio de 2008

Viseu - Portugal




História


As origens de Viseu antiga e nobilíssima cidade, perdem-se nas brumas do tempo. Aqui estanciaram homens das Idades remotas da pré-história e conviveram Celtas e Lusitanos: aqui se fixaram os Romanos em séculos de prosperidade e paz e por aqui passaram com maior ou menor detença hordas dos povos invasores: Suevos, Godos e Muçulmanos...
No tempo dos Suevos, em meados do século VI, já Viseu tinha os seus bispos, sufragâneos de Braga. Mais tarde, porém, com a chegada dos Muçulmanos e a derrocada do reino visigodo, o receio das violências dos infiéis obrigou-os a tomar o caminho do exílio e a refugiar-se nas longínquas montanhas das Astúrias. Seguiu-se um longo período nebuloso e trágico, raramente clareado por breves lampejos de paz.
Mudando frequentemente de mãos, ora em poder de cristãos, ora de maometanos, apenas no ano 1058 a cidade de Viseu, graças à arremetida vitoriosa de Fernando Magno, rei de Leão, logrou recuperar, definitivamente, a sua liberdade. Mas tão desmantelada ficou , foram tão fundas as feridas da rude ofensiva leonesa, que somente em 1147/1148- cem anos após a reconquista...- estava a Diocese em condições de sustentar bispo próprio. Durante tão longo interregno pontifical, foi a Dioceses governada pelos Bispos de Coimbra, por intermédio de Priores, o mais célebre dos quais, pelas suas virtudes foi S. Teotónio, patrono actual da Cidade.
Afastado para longe o perigo das razias mauritanas, pôde a população, enfim radicar-se sem sobressaltos e a Cidade refazer-se das cicatrizes e prosperar, de tal modo que, segundo Jaime Cortesão, foi Viseu um desses velhos centros urbanos que " rapidamente recuperaram o brilho transitoriamente perdido ou recrudesceram em actividade e diferenciação social ". Foram mais de três séculos de paz laboriosa e fecunda, brutalmente quebrada por fim, após 1383, quando, morto El-rei D. Fernando, o rei de Castela tentou fazer valer, pela força das armas, os seus direitos ao trono de Portugal. Então por ter seguido o partido do Mestre de Avis, passou Viseu a ser um dos alvos preferidos dos " corredores " castelhanos: mais de uma vez saqueada e queimada, a população escapou por milagre à chacina, barricando-se na Sé.
Cidade indefesa, à mercê da senha de Castela, foi assim das terras portuguesas que mais sofreram, para que Portugal continuasse livre...Mas teimou em sobreviver: qual nova " fénix " ressurgiu das próprias cinzas, mal começava a despertar no horizonte a alvorada de concórdia entre as duas nações peninsulares. Depois, ao longo da gesta heróica de quinhentos e seiscentos jamais a sua gente deixa de estar presente nos momentos mais altos da vida da nação: foi a Ceuta e Tânger, ao Brasil e à Índia...foi aos confins do Globo, mercadejar, combater, missionar...
Protegida por uma cinta de muralhas, servida por sete portas, a cidade desenvolveu-se como nunca, alindou-se. Levantou as abóbadas da Catedral, chamou Grão Vasco para seu vizinho e, orgulhosa de si, mandou esculpir nos portais, nas janelas e nas cornijas das suas casas em custosos e artísticos lavores, os sinais da sua prosperidade. É por isso que a cidade de Viseu pode justamente orgulhar-se de possuir, ainda hoje, um dos mais belos conjuntos do País, de casas, portais e janelas dos estilo gótico e manuelino, dispersos um pouco por todos os recantos, sobretudo nas típicas ruazinhas aconchegadas à Catedral.
O sol da glória, todavia, sumia-se rápido no ocaso, ao soar a hora fatal de Alcácer Quibir. A Nação decaída, prostrada, sem rei, sem honra, nem sombra seria daquilo que fora... Parecia morta, parecia perdida...eis, porém, rapidamente se ergue, bem viva e desperta ao clangor das aleluias de 1 de Dezembro de 1640. Luta e vence e de novo se levanta na aventura, agora nas florestas, nos sertões e montanhas dos confins do Brasil. Lá vêm outra vez as naus carregadas, não de especiarias da Índia, como outrora, mas de ouro e pedrarias raras das terras de Vera Cruz. Vêm a abarrotar de riquezas para El-rei D. João V...
Uma febre alta de renovação iria agora contagiar o País de lés-a-lés. Os artífices dos mais variados mesteres não terão mais os braços ociosos, insistentemente requeridos aqui e ali, presos aos seus compromissos. Capelas, igrejas, fontanários e velhos solares musguentos e bisonhos, alguns do tempo dos afonsinhos...tudo se refez ao impulso do novo estilo, com janelas de molduras e aventais lavrados, amplos salões luminosos, fortes cornijas onde antes, urnas e pináculos esquisitos implantados nos cunhais, gordas pedras de armas arrogantes, pesadamente coroadas... As irmandades e confrarias , à compita, erguem novos templos aos seus Santos patronos ou levantam-lhes retábulos de talha " à romana " , dourados de " ouro subido ". Pintam-se tectos à " bacarela ", em perspectivas audaciosas e enchem-se de lumes os autos tronos das igrejas onde se expõe o Santíssimo... Enfim, mais do que um estilo de arte religiosa ou profana, foi o Barroco um autêntico estilo de vida; estilo de vida que Viseu então adoptou também, cuidadosamente, de tal modo que a cidade profundamente marcada pelo dinamismo setecentista, ainda hoje conserva um " ar " barroco.
Todavia, cidade de existência mais que milenária, não podia deixar de reflectir no seu rosto vetusto o testemunho da passagem das sucessivas gerações. E eles aí estão, de facto, tais testemunhos: monumentos artísticos de todas as idades, felizmente poupados ao impiedoso desgaste dos séculos e à indiferença resultante dos Homens.

Marialva - Mêda - Portugal


Aldeia Histórica de Marialva
Marialva é hoje uma das dezasseis aldeias e freguesias do concelho de Mêda cujos vestígios monumentais guardam a memória de um passado bem mais importante do que à primeira vista parece deixar antever a quem a visita.
Marialva é sem dúvida um
legado histórico importantíssimo que chegou até aos nossos dias. Nele podemos reavivar as memórias da nossa história. É preciso que se continue a apostar na recuperação deste centro histórico. Essa recuperação contribuirá, certamente, para reanimar as nossas aldeias. Revitalizará a nossa terra de modo a acabar, cada vez mais, com as diferenças que nos afastam dos benefícios do progresso e da civilização. Não podemos deixar desaparecer as nossas terras.

17 de maio de 2008

Vamos fazer um MUNDO...melhor. Vamos todos MEDITAR...


O mundo poderá atravessar uma crise de fome, não faças com que aqueles que não têm o almoço e jantar todos os dias sofram mais! Pensa neles e em ti.

15 de maio de 2008

Íbis Sagrados - Threskiornis aethiopicus




Íbis Sagrados
Threskiornis aethiopicus
• Distribuição: Centro e Sul de África.
• Habitat: Muito diversificado, mas geralmente nas zonas húmidas interiores; também ocorre em lagoas e ilhas costeiras, áreas agrícolas, savanas e lixeiras.
• Alimentação: À base de insectos que procuram no chão entre os ramos e as folhas caídas, também frutos e pequenos vertebrados.
• Reprodução: Nidifica em árvores ou arbustos onde constrói largos ninhos de ramos e deposita 2 ou 3 ovos, durante ou logo a seguir à estação das chuvas.
• Tamanho / peso: 65 a 89 cm / 1,5 kg
• Conservação – Não se encontra ameaçada.

Flamingo pequeno - Phoeniconaias minor



Flamingo pequeno
Phoeniconaias minor

• Distribuição: Sul de África.

• Habitat: Lagos interiores, salgados e alcalinos (à base de saís de soda), bem como lagoas costeiras.

• Alimentação: Essencialmente constituída por algas microscópicas, que os flamingos filtram das águas através de adaptações especiais do seu bico.

• Reprodução: Nidifica em colónias de milhares de indivíduos (por vezes, mesmo com mais de um milhão de aves), onde deposita geralmente um ovo em pequenos ninhos de lama, construídos pouco acima do nível da água do lago, e afastados das margens por causa dos predadores.

• Tamanho / peso: 80 a 90 cm / 1,5 a 2 kg.

• Conservação: Não se encontra ameaçada.
CuriosidadesOs flamingos bombeiam continuamente a água através de movimentos repetidos da língua (20 vezes por segundo), sugando a água carregada de alimento e forçando a passar pelos lados do bico, onde centenas de pequenas lamelas filtram os organismos de que se alimentam. A água dos lagos onde os flamingos pequenos procriam, apresenta várias matizes rosadas e encarnadas, devido às altas concentrações salinas e às microalgas vermelhas que aí proliferam.


Tucano de bico arco-íris - Ramphastus sulphuratus



Tucano de bico arco-íris
Ramphastus sulphuratus
Nome Científico: Ramphastus sulphuratus
Ordem: Piciformes
Distribuição: Norte da Argentina e Amazónia.
Habitat: Florestas das terras baixas e locais com palmeiras.
Alimentação: Frutos, pequenos insectos e invertebrados.
Postura: 2 a 3 ovos.
Período de incubação: 18 dias.Observações: Espécie em perigo de extinção, devido à perda do habitat, à caça e à armadilhagem.

Papagaio Eclectus - Eclectus roratus




Papagaio Eclectus
Eclectus roratus
Nome Cientifico: Eclectus roratus
Ordem: Psittaciformes
Distribuição: Austrália e Ilhas Molucas
Habitat: Florestas húmidas e de montanha.
Alimentação: Sementes, plantas e flores de árvores
Postura: 2 ovosPeríodo de incubação: 25 dias
Observações: Existe um dimorfismo sexual muito forte nesta espécie. O macho tem uma cor dominante verde e a fêmea é encarnada.

Catatua de crista amarela - Cacatua galerita


Catatua de crista amarela
Cacatua galerita

Nome Cientifico: Cacatua galerita

Ordem: Psittaciformes.


Distribuição: Nova- Guiné, Norte, Leste e Sul da Austrália

Habitat: Zona áridas, campos de cultivo de cereais e frutos.

Alimentação: Sementes, cereais e frutos

Postura: 2 ovos

Período de incubação: 28 dias

Observações: Em zonas cultivadas podem formar grandes bandos que prejudicam as culturas. São por isso consideradas uma peste em algumas zonas da Austrália.


Avestruz - Struthio camelus



Avestruz
Struthio camelus
Classe: Aves
Ordem: Struthioniformes
Família: Struthionidae

Animais Selvagens - Vários - Cabra de Leque - Cobos...






Cabra de leque
Antidorcas marsupialis


Classificação


Classe: Mammalia

Ordem: Artiodactyla

Família: Bovida

Sub-Família: Antilopinae


Habitat

Este herbívoro vive nas planícies abertas (savana e semi-desértica) do Sul de África, onde se alimenta da parte aérea de plantas, raízes e tubérculos. A maior população destes animais vive no Kalahari.


Caracterização


A cabra de leque (designada springbok na África do Sul) é uma espécie de gazela que está entre os animais mais rápidos do mundo, podendo atingir velocidades superiores a 90 km/hora e – o que deu origem ao seu nome em inglês – dar saltos verticais que atingem os quatro metros. Durante o salto, que serve para avisar a manada da presença de predadores, o animal encurva o dorso, esticando as patas e baixando a cabeça.A cabra de leque apresenta cornos pequenos e proporcionados, mais desenvolvidos nos machos. Uma característica muito visível neste animal é a comprida prega existente na parte posterior do lombo, revestida interiormente por compridos pêlos brancos. Quando o animal salta, esta prega abre-se em forma de leque, facto que está também na origem do seu nome.A cabra de leque está muito bem adaptada a um regime de secura: se a vegetação de que se alimenta contiver um mínimo de 10% de água, este animal não necessita beber.Os animais vivem em manadas de machos jovens e de fêmeas e crias que, na época de reprodução, se agrupam em haréns no território de cada um dos machos dominantes. Cerca de seis meses depois nasce a cria, que atinge a maturidade sexual um ano (fêmeas) ou dois anos (machos) mais tarde. Estes animais, que estão ameaçados no seu habitat natural, podem viver até aos doze anos.


Curiosidades

No século XIX, em tempo de seca, as migrações das cabras de leque eram impressionantes: as colunas migratórias podiam alcançar 70 km de comprimento e chegavam a penetrar nas cidades, invadindo ruas e jardins, registando-se migrações que cobriam mais de quarenta mil hectares (estimativa de cerca de um milhão de animais).

Cobo de leche
Kobus leche leche

Classificação

Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovida
Sub-Família: Reduncinae

Habitat
O habitat favorito desta espécie são os terrenos pantanosos do sul de África (sobretudo da Zâmbia e do Botswana), onde se alimenta de plantas, raízes e rebentos.

Caracterização
Nesta espécie, o comprimento pode chegar ao 1,80 m, sendo a altura máxima (espáduas/garrote) 1,10 m. O ventre, o interior das pernas, a área em volta da boca e a parte inferior da cauda são brancos. Os cascos, longos e estreitos estão adaptados ao terreno pantanoso em que se movimentam. Só os machos apresentam os chifres em forma de lira, que podem atingir os 90 cm.Esta espécie sente-se muito à vontade dentro de água (são óptimos nadadores), sendo frequente ver animais a «pastar» em locais onde a água lhes chega ao dorso. Podem também submergir completamente quando ameaçados por alguns predadores.O cobo de leche desloca-se em grandes manadas (até quatrocentos indivíduos), constituídas por fêmeas e crias, lideradas por um macho dominante, para se defenderem dos seus predadores (leão, leopardo, chita, hiena, crocodilo…). A actividade das manadas é maior ao amanhecer e ao anoitecer.Após um período de gestação de cerca de oito meses nasce uma cria que atingirá a maturidade sexual aos dezoito meses (fêmeas) ou aos dois anos e meio (machos). A esperança de vida para esta espécie pode chegar aos quinze anos.

Curiosidades
«Leche» deriva de uma palavra Bantu que significa «antílope».

Canguru de Bennet - Macropus rufogriseus


Canguru de Bennet
Macropus rufogriseus

Classe: Mammalia

Ordem: Marsupialia

Família: Macropodidae


Os cangurus encontram-se distribuídos um pouco por toda a Austrália, em planícies áridas e em savanas. Existem cerca de 50 espécies de cangurus. Ao contrário dos cangurus vermelhos que atingem os 2 metros de altura, os cangurus de Bennett não crescem tanto, atingindo apenas 1,00m. Estes animais alimentam-se preferencialmente de folhas, rebentos, frutos e raízes. O período de gestação é de 30 dias, após os quais nasce um feto, com cerca de 2 a 3 cm, que migra para a bolsa marsupial da mãe, ligando-se a uma glândula mamária, e aí permanecendo até aos 6 meses de idade para se desenvolver. Normalmente nos mamíferos, após a reprodução o embrião começa logo a desenvolver-se, nos cangurus o desenvolvimento do embrião pode ser interrompido por algum tempo dependendo das condições climatéricas. Este sistema denomina-se de pausa embrionária. Os cangurus retomam o desenvolvimento embrionário, quando as condições são favoráveis e o alimento é abundante. Entre os 6 e os 9 meses, a cria sai da bolsa, mas apenas temporariamente, regressando para descansar, proteger-se e beber leite. Os cangurus utilizam a cauda como suporte e para o equilíbrio enquanto se deslocam. Uma vez que só utilizam duas patas estes animais têm um gasto de energia inferior aos animais que utilizam as quatro. Os cangurus podem atingir uma velocidade de 40 a 50 km/hora. Não estão ameaçados mas, a destruição do seu habitat e a caça têm levado ao seu desaparecimento. A família macropodidae adquiriu o nome do género Macropus, que em latim significava “pé grande”, uma característica bastante evidente neste animal.

Muflão - Ammotragus lervia


Muflão
Ammotragus lervia


Classificação
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Sub-família: Caprinae

Habitat
Esta espécie prefere as zonas montanhosas, os relevos acidentados e as zonas semi-desérticas do Norte de África. Foi introduzida em algumas zonas montanhosas dos Estados Unidos da América (Texas, Califórnia) e do Canadá. Está ameaçada de extinção.

Caracterização
Também designada carneiro da Barbária, esta espécie tem pelagem arruivada, uma crina curta e erecta no pescoço e nas espáduas e outra, muito maior, que cobre a garganta, o peito e a parte superior das patas anteriores. Os chifres em crescente, estão mais desenvolvidos nos machos, podendo atingir cerca de 0,80 m.Este carneiro praticamente não bebe, obtendo água a partir do orvalho e da vegetação que come.A época de acasalamento decorre geralmente entre Setembro e Novembro, altura em que os machos combatem pelas fêmeas empurrando-se com os chifres. Cerca de cinco meses e meio depois nascem as crias (entre uma e três).

Curiosidades
Uma curiosa particularidade dos carneiros da Barbária é que, ao contrário dos outros carneiros, não tem glândulas em frente dos olhos, desta forma e pelas suas características são considerados uma espécie intermédia entre carneiros e cabras.

Zebra da planície - Equus burchelli



Zebra da planície
Equus burchelli


Classificação


Classe: Mammalia

Ordem: PerissodactylaFamília: Equidae


Habitat


Esta espécie vive nos campos abertos e savanas do Leste e Sul de África, onde se alimenta de erva alta, folhas e rebentos.


Caracterização


Esta é uma das três espécies de zebras existentes, facilmente identificável por as suas riscas espessas chegarem à barriga e formarem uma espécie de y no dorso. No entanto, dentro da própria espécie, todos os animais têm um padrão diferente, que as distingue como, entre os humanos, acontece com a impressão digital. A zebra da planície mede cerca de 1,3 m no garrote e pode pesar entre 200 kg e 380 kg.Não sendo um ruminante, tem uma digestão rápida, o que lhe permite ingerir grandes quantidades de alimento. Quando a vegetação abunda, pode pastar durante dois terços do dia.Estes animais vivem em grupos cuja composição é relativamente estável ao longo dos anos e que incluem várias fêmeas e respectivas crias e um macho adulto (garanhão). Este macho protege o grupo de ataques de predadores e das investidas dos machos mais jovens. Fá-lo escoiceando e mordendo com ferocidade. Os machos jovens abandonam o grupo cerca dos quatro anos, juntando-se a manadas de «solteiros».Após doze meses de gestação, a fêmea afasta-se do grupo para parir uma cria que consegue manter-se de pé 15 minutos após o parto e mama uma hora depois.


Curiosidades

«arreganhar o dente» ou «riso do cavalo» em que enruga o lábio superior e expõe os dentes para apurar o seu olfacto, tentando avaliar se determinada fêmea está receptiva para o acasalamento.Após o parto as fêmeas do grupo rodeiam a cria que ela possa memorizar o padrão de riscas da mãe e consiga distingui-la no meio de todas as outras zebras.



Lémur de cauda anelada - Lemur catta


Lémur de cauda anelada
Lemur catta


Classificação


Classe: Mammalia

Ordem: Primatas

Família: Lemuridae


Habitat

Madagáscar, na floresta de folha caduca e zonas áridas de mato-floresta.


Caracterização


É um animal diurno e gregário formando grupos de cinco a trinta indivíduos. Em geral as fêmeas são dominantes sobre os machos. Alimentam-se nas árvores mas deslocam-se no solo. Os nascimentos ocorrem entre Agosto e Novembro. A sua pelagem é preto-acinzentada nos membros, sendo o ventre mais claro e as extremidades brancas. Apresentam um penacho na cabeça, um anel em volta dos olhos e focinho preto.O seu peso pode variar entre 2,3Kg e 3,5Kg.A cauda deste lémur executa um duplo papel: as listas brancas e negras cosntituem um sinal visual bem nítido e durante as lutas rituais os animais costumam sujar as caudas com secreções das glândulas odoríferas dos membros anteriores, agitando-as a seguir por cima das cabeças, para os oponentes.


Curiosidades


Os lémures (a palavra significa fantasmas) são primatas endémicos à ilha de Madagáscar, não existindo em mais parte alguma do planeta. Representam os actuais sobreviventes de uma espectacular divisão evolutiva de primatas que parece ter ocorrido essencialmente em Madagáscar.
Esta ilha, situada no Oceano Indico, separou-se do Continente Africano há 160 milhões de anos. Nenhum Homem pisou Madagáscar até há cerca de 2000 anos permitindo que ali se desenvolvessem formas de vida invulgares e esplenderosas.Numa uma gigantesca “experiência natural” os lémures ancestrais ficaram isolados milhões de anos, e gradualmente foram-se diversificando até ao actual conjunto de cerca de 40 espécies (incluindo algumas de grande porte que, infelizmente, só se encontram documentadas pelos restos subfósseis).
Assim, os lémures mantiveram muitas das características primitivas, enquanto que, simultaneamente, desenvolviam outras, paralelas à evolução dos macacos e símios hemisfério sul. É de referir a tendência para o aumento do peso do corpo, desde os lémures-pigmeus (Família Cheirogaleidae), passando pelos de dimensões médias (Família Lemuridae), até aos de grandes dimensões, já extintos (família Indriidae). Esta tendência está relacionada com a mudança gradual de uma actividade nocturna para essencialmente diurna, que reflecte, de um modo geral, as tendências evolutivas entre os primatas em geral.
Os lémures de grandes dimensões existiam ainda em quantidade há cerca de 5 mil anos. Foram devastados pela caça, aquando da chegada das primeiras colónias humanas perrmanentes a Madagáscar, há cerca de dois mil anos atrás. Hoje apenas sobrevivem 4 espécies desta grande família (Indriidae) de lémures de grandes dimensões.
Muitas espécies de lémur estão em vias de extinção devido à destruição do seu habitat e à caça para consumo humano ou simplesmente por serem considerados um mau presságio para quem os vê.


Lama - Lama glama


Lama
Lama glama
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Camelidae

As lamas são animais domésticos. Encontram-se distribuídas pela América do Sul, na zona da cordilheira dos Andes – Peru e Bolívia, onde são utilizadas como animais de carga e fornecedoras de carne e de lã. Pertencem à família dos camelos, apresentando grande resistência à seca. As lamas têm um sistema de regulação da temperatura corporal muito eficaz. São frequentemente observadas ao sol em dias muito quentes, conseguindo controlar a temperatura do seu corpo. A sua coloração varia desde o branco ou amarelo ao castanho escuro ou preto e pode ser uniforme ou salpicada de manchas de coloração diferente. O período de gestação é de 1 ano após o qual nasce 1 cria que é amamentada até aos 5 a 8 meses de idade. Estes animais normalmente fazem “latrinas” e defecam sempre no mesmo sítio. Apresentam uma particularidade, quando são ameaçadas cospem um muco esbranquiçado, na tentativa de atingirem os olhos dos predadores e conseguirem fugir.
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