“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

10 de julho de 2008

Santuário de Fátima - Portugal



História das Aparições

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.
Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.
A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.
Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917, na parte já revelada do chamado "Segredo de Fátima".
Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.
Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.



Santuário de Fátima - Portugal



Igreja da Santíssima Trindade
Igreja da Santíssima Trindade com 9000 lugares sentados.
Capela da Reconciliação (em subterrâneo)
Publicamos a versão definitiva em maqueta e algumas notas para sua interpretação.
Autoria: É autor do projecto da Igreja da Santissíma Trindade o Arquitecto Alexandros Tombazis. (Empresa: Meletitiki - Alexandros N. Tombazis and Associates Architects Ltd, Grécia)
1- Localização- Para quem sobe da Capelinha das Aparições, o G.E.C.A. situa-se na Praça Pio XII ou da Cruz Alta. Começa ao cimo do Recinto de Oração, onde está o Pórtico do Jubileu 2000, e termina rente à Avenida D. José Alves Correia da Silva, fechando assim o Recinto de Oração pelo lado sul.
2- Composição- O G.E.C.A. compõe-se de duas zonas principais.2.1. Zona da Reconciliação. É composta de:2.1.1. Uma área para peregrinos portugueses (a NO, lado direito de quem sobe da Capelinha das Aparições) com salão-capela de 600 lugares sentados e 32 gabinetes/confessionários.2.1.2. Uma área para peregrinos estrangeiros, (a SE, lado esquerdo de quem sobe da Capelinha das Aparições) com 2 capelas de 120 lugares cada e 32 gabinetes/confessionários.Nota: As 3 capelas da Reconciliação servirão também para outras celebrações.
2.1.3. Acessos: 2 escadas centrais paralelas (com espelhos de água ao fundo) e 2 rampas laterais.Nota: Esta zona é subterrânea o que permite que a Praça Pio XII seja usada como adro tanto do Recinto de Oração (como até agora) como do G.E.C.A.
2.2. Zona da igreja da Santíssima Trindade.2.2.1. Implantação da Igreja: Entre a Cruz Alta e a Avenida D. José Alves Correia da Silva.2.2.2. Dimensões: Forma um círculo de 125 m. de diâmetro, sem quaisquer colunas.A altura exterior ultrapassa levemente a actual colunata, permanecendo a torre da Basílica o elemento dominante.
2.2.3. Capacidade: Poderá conter 9000 fiéis sentados, com lugares reservados a pessoas com deficiência. Para assembleias até 3000 pessoas, o espaço da frente será separado do restante por uma divisória de 2 m. de altura.2.2.4. Comodidade e segurança: Tanto os acessos como o pavimento interior são em rampa, sem degraus. Um túnel para veículos sob a Av. D. José Alves Correia da Silva permitirá uma vasta praça para peões que poderão passar livremente da igreja para o Centro Pastoral Paulo VI.2.2.5. Entradas: Porta principal abrindo em vasto adro sobre o Recinto e 12 portas laterais, seis de cada lado. A porta principal será consagrada a Cristo e as laterais aos Apóstolos.Nota: O interior da igreja é iluminado com luz natural pelo tecto, através de janelas viradas para Norte (sheds).
2.2.6. Áreas complementares.
a) Acolhimento e sacristias, situam-se dos dois lados da entrada principal (invisíveis na maqueta).
b) Cabines para meios de comunicação social: no interior da igreja, com aberturas nas paredes laterais.
c) Camarins: por trás do presbitério, invisíveis na maqueta (admite-se que a igreja possa servir como espaço de evangelização).
d) Foyer: Espaço complementar a usar quando de encontros de evangelização ou outros eventos, situado no piso enterrado, junto dos pátios com espelhos de água.
e) Instalações técnicas (ventilação, aquecimento): subterrâneas, sob o corpo da igreja.
f) Instalações sanitárias (acessíveis aos peregrinos, a partir de fora): subterrâneas, à altura do fundo da igreja.

Santuário de Fátima - Portugal



Cruz Alta - Robert Schad - Alemanha

A bênção da Cruz Alta e das estátuas do adro da Igreja da Santísima Trindade decorreu ao final da tarde de 13 de Outubro 2007
A nova Cruz Alta do Santuário de Fátima foi erguida a 29 de Agosto 2007, dia em que a Igreja celebra o martírio de São João Baptista, o Precursor de Jesus Cristo.
A obra "Cruz Alta", no adro da Igreja da Santíssima Trindade, é da autoria do artista Robert Schad, da Alemanha, cuja proposta foi seleccionada no âmbito do concurso levado a cabo para a iconografia da Igreja da Santíssima Trindade.
É feita em aço corten, tem 34 metros de altura e 17 metros de largura, ao nível dos braços. Devido às grandes dimensões, a cruz chegou em peças separadas desde o dia 27.
Está assim substituída a antiga Cruz Alta, erguida no Santuário para marcar o encerramento do Ano Santo, a 13 de Outubro de 1951, e frequente ponto de encontro de muitos peregrinos.
Recorde-se que a Cruz Alta anterior, depois de restaurada, foi oferecida ao Santuário de Cristo Rei, em Almada. A inauguração do monumento da Cruz Alta em Cristo Rei ocorreu a 17 de Maio 2007.

Santuário de Fátima - Portugal


“Venite Adoremus Dominum” - Maria Loizidou - Chipre
“Venite Adoremus Dominum”, Vinde Adoremos o Senhor.
Escultura do pórtico de entrada da Igreja da Santíssima Trindade, da autoria da artista Maria Loizidou, do Chipre.

Santuário de Fátima - Portugal




Portas dos Apóstolos
Para além da porta principal da Igreja da Santíssima Trindade, a Porta de Cristo, o acesso ao interior da nova igreja do Santuário de Fátima é possível por doze portas laterais, seis de cada lado.
Cada porta é dedicada a um apóstolo

Santuário de Fátima - Portugal



Igreja da Santíssima Trindade
Entrada Principal - Porta Principal e Painéis Superiores Laterais - Pedro Calapez - Portugal

Santuário de Fátima - Portugal




Igreja da Santíssima Trindade


A parede de fundo do Presbitério da Igreja é da autoria P. Marko Ivan Rupnik, natural da Eslovénia.

Buçaco - Portugal





Palácio Hotel do Buçaco


O Palácio Real, último legado dos reis de Portugal situado na Mata do Buçaco (Luso, concelho da Mealhada), é um conjunto arquitectónico, botânico e paisagístico único na Europa onde está instalado actualmente o Palace Hotel do Bussaco, categorizado como um dos mais belos e históricos hotéis do mundo. Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1996.
Situado como que magicamente no interior da
Mata Nacional do Bussaco assemelha-se a uma Torre de Belém (Lisboa) rodeada de um extenso oceano verde, uma floresta mágica onde se encontram igualmente capelas, fontes, miradouros, uma Via Sacra e um Convento.
O edifício do actual hotel, em
estilo neomanuelino, está decorado com painéis de azulejos, frescos e quadros alusivos à Epopeia dos Descobrimentos portugueses, todos eles assinados por alguns dos grandes mestres das artes.
O edifício, projectado no último quartel do
século XIX pelo arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, contou também com intervenções, em diferentes fases, dos arquitectos Nicola Bigaglia, Manuel Joaquim Norte Júnior e José Alexandre Soares. A estrutura exibe perfis da Torre de Belém lavrados em pedra de Ançã, motivos do claustro do Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), alguns arabescos e florescências do Convento de Cristo (Tomar), alegando um gótico florido com episódios românticos em contraste com uma austera severidade monacal.
No seu interior, verdadeiro ambiente palaciano ornamentado com notáveis obras de arte de grandes mestres portugueses da época, desde a colecção de painéis de azulejos do mestre Jorge Colaço, evocando Os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, graciosas esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, as admiráveis telas de João Vaz ilustrando versos da epopeia marítima de Luís Vaz de Camões, os frescos de António Ramalho ou as valiosas pinturas de Carlos Reis. O mobiliário, verdadeiro património museológico inclui peças portuguesas, indo-portuguesas e chinesas, realçadas por faustosas tapeçarias. Destaque ainda para o tecto mourisco, o notável soalho executado com madeiras exóticas e a galeria real.
Os jardins e parque envolvente, o
Convento de Santa Cruz do Bussaco, o Deserto monacal, o Sacromonte simbolizando Jerusalém e a paixão de Cristo, com os seus passos da Via Sacra, a Cruz Alta, as inúmeras ermidas e capelas, constituem o mais vasto conjunto arquitectónico edificado desde sempre pela Ordem dos Carmelitas Descalços; o Vale dos Fetos e seus lagos, a Fonte Fria com a cascata artificial, de forte influência italiana pela mão de D. Maria Pia, e os românticos miradouros, são lugares preenchidos como que por magia com um enquadramento perfeito para contacto chegado com a natureza.
Célebres também são os
pôres-do-sol nas Portas de Coimbra, em Santo Antão ou no Caifaz. O Museu Militar do Bussaco convida a uma interessante incursão no historial da Guerra Peninsular, com destaque para a batalha do Buçaco na qual, em 1810, as tropas anglo-lusas lideradas pelo Duque de Wellington derrotaram o exército napoleónico.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Buçaco - Portugal






Palácio Hotel do Buçaco

4 de julho de 2008

Vouzela - Portugal






VOUZELA ... a princesa de lafões

Situada na Beira Alta, Vouzela é um dos 24 concelhos do distrito de Viseu, encontrando-se a Vila a 350 m de altitude na margem esquerda do Rio Vouga, tendo ao seu lado direito a Serra da Gralheira e à esquerda a Serra do Caramulo. Sede concelhia de doze freguesias, com a extensão de 193,7 Km2, e uma população que ronda os 11 916 habitantes, tendo na sua sede pouco mais de 1 485 habitantes, Vouzela está situada em pleno coração da Região de Lafões.A vila é pequena mas airosa: servida por boas vias de comunicação, ligada por camionagem a todo o concelho, possuindo transportes rápidos para os grandes centros e dotada de todas as infra-estruturas que tornam a vida cómoda e calma.As suas casas quinhentistas, a atestar o seu valioso passado, harmonizam-se com construções modernas surgidas em zonas novas e espalhadas por toda a vila.
Junto à vila há paisagens maravilhosas a impressionar o visitante: a estrada que nos leva à foz do Rio Zela tem um aspecto caracteristicamente alpino, com a esplêndida piscina natural que o Vouga ali nos proporciona. E o Monte do Castelo onde se localiza o magnífico Parque de Campismo, com todas as infra-estruturas que lhe proporcionam umas excelentes férias, para onde se vai numa estrada sinuosa de uns três quilómetros, permite-nos lançar a vista para um quadro estupendo, a conquistar o turista mais viajado, que dirá jamais ter visto igual beleza de tantos contrastes harmoniosos.

S. Pedro do Sul - Portugal





Termas de S. Pedro do Sul


A ocupação humana da zona das actuais Termas remonta a épocas muito remotas, que não será possível localizar com muita exactidão, no entanto as referências históricas existentes são notáveis, sendo de referir os testemunhos castrejos presentes, pela sua importância e representatividade, nas imediações deste espaço. Supõe-se que este terá sido o ponto de partida para que os romanos, conhecedores das propriedades curativas das águas minero-medicinais, iniciassem a construção do "Balneum", constituído por quatro estruturas designadas por "Tepidarium (banho de transição) Sudatarium (banho de vapor), Caldarium (banho de água quente) e Laconicum (estufa seca)".
A edificação do conjunto termal, na margem esquerda do rio Vouga, é atribuída aos Romanos, a comprovar temos não só o termo - "Balneum" denominação da qual proveio a palavra Banho, nome pelo qual ficou conhecido o lugar após a saída daqueles povos - como também a existência de importantes ruínas e vestígios arqueológicos. A realização de várias escavações arqueológicas, iniciadas em 1985, permitiram a descoberta de vários fustes e capitéis de grandes colunas jónicas, várias piscinas e numerosas medalhas com as efígies de Constantino e Trajano, bem como uma inscrição votiva ao Deus Mercúrio.
Com a queda e desmembramento do Império Romano segue-se um interregno na vida das Caldas Lafonenses, denominadas deste modo a partir do Séc.XII. Sabe-se que, depois desta data, foram frequentadas por ilustres figuras da corte portuguesa, de entre as quais se destaca D. Afonso Henriques, que em 1152 concedeu foral à Vila do Banho, elevando-a desta forma a concelho, mais tarde a “Couto do Reino” e, posteriormente a “Couto de Honra”. O concelho do Banho foi um dos mais antigos do reino e, sendo a terra mais antiga de Lafões, podemos deduzir que tenha sido, durante muito tempo, a sua capital.Em Setembro de 1169, o Rei Fundador já se encontrava em terras de Lafões, a fim de tratar a fractura que sofrera numa perna, após uma retirada precipitada, durante a Batalha de Badajoz. Aqui terão sido lavrados e aprovados documentos de extrema importância, referentes à organização e administração do reino. A presença de D. Afonso Henriques vai alterar grandemente o funcionamento e a vida das Caldas Lafonenses, a tal ponto que estas vão ficar associadas ao nosso primeiro soberano. Depois da vinda de D. Afonso Henriques e do êxito que as águas haviam produzido aos seus males, aumentou o número de nobres e plebeus, de ricos e pobres, que procuraram a cura para os seus achaques na água termal da “Vila do Banho”. Com D. Manuel I, as Caldas do Banho sofreram várias alterações e ao conjunto passa a chamar-se “Hospital Real das Caldas de Lafões”, devido à edificação de um Hospício, construído a mando do Rei Venturoso. Em 1515 foi dado, pelo monarca, novo e mais importante foral à Vila do Banho. Certo é que as Caldas Lafonenses obtiveram grande êxito e distinção com a cura do nosso primeiro Rei e com a posterior estadia de D. Manuel, no entanto o que as destaca e as impõe à consideração médica é, sem dúvida, o facto destas serem as primeiras Termas, do nosso país, a serem submetidas ao estudo científico de um médico.

S. Pedro do Sul - Portugal








S. Pedro do Sul


A área total deste concelho é de 348,68km2, distribuídos por 19 freguesias.Segundo os dados do I.N.E. (Instituto Nacional de Estatística) de 2001 o Concelho tem 19.083 habitantes.As vias de acesso a este concelho são a EN16, EN227, EN228 e a A25, consideradas na sua totalidade boas.Em relação aos estabelecimentos de ensino, existem 24 escolas de ensino Pré-escolar, 36 do 1º Ciclo, 1 C+S em S. Pedro do Sul e outra em Santa Cruz da Trapa, 1 escola secundária em S. Pedro do Sul e 1 escola profissional, onde se ministram vários cursos.O concelho possui Biblioteca Municipal, Bombeiros, Centro de Saúde, Correios, G.N.R., Pavilhão Desportivo, e várias Associações Recreativas, Culturais e Desportivas e Central de Camionagem.Dispõe ainda de uma repartição de Finanças, Cartório Notarial, Registo Predial, Comercial e Civil, Segurança Social, IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), Direcção Regional da Agricultura e Tribunal.Tem, também à disponibilidade 2 Parques Industriais assim designados:
Parque Industrial do Alto Barro - localizado na freguesia de Bordonhos e Carvalhais
Parque Industrial de Bordonhos - localizado em Bordonhos
As Termas de São Pedro do Sul - com dois balneários a funcionar todo o ano - são as mais frequentadas da Península Ibérica.
A Zona montanhosa do concelho proporciona ao visitante visões de deslumbrante beleza natural, para além do tipicismo de várias povoações milenares.A simpatia das gentes, o encanto paisagístico, a qualidade hoteleira, a boa gastronomia e a fama das suas águas termais fazem da "Sintra da Beira" um local obrigatórios de romagem turística e/ou curativa.

Aveiro - Portugal






História de Aveiro


"No documento de doação testamentária efectuada pela condessa Mumadona Dias, ao mosteiro de Guimarães em 26 de Janeiro de 959, consta a referência a
"Suis terras in Alauario et Salinas", sendo esta a mais antiga forma que se conhece do topónimo Aveiro.
No século XIII, Aveiro foi elevada à categoria de vila, desenvolvendo-se a povoação à volta da igreja principal, consagrada a S. Miguel e situada onde é, hoje, a Praça da República, vindo esse templo a ser demolido em 1835.
Mais tarde, D. João I, a conselho de seu filho, Infante D. Pedro, que, na altura, era donatário de Aveiro, mandou rodeá-la de muralhas que, já no século XIX, foram demolidas, sendo parte das pedras utilizada na construçào dos molhes da barra nova.
Em 1434, D. Duarte concedeu à vila privilégio de realizar uma feira franca anual que chegou aos nossos dias e é conhecida por Feira de Março.
Em 1472, a filha de Afonso V, Infanta D. Joana, entrou no Convento de Jesus, onde viria a falecer, em 12 de Maio de 1490, efeméride recordada actualmente, no feriado municipal. A estada da filha do Rei teve importantes repercussões para Aveiro, chamando a atenção para a vila e favorecendo o seu desenvolvimento.
O primeiro foral conhecido de Aveiro é manuelino e data de 4 de Agosto de 1515, constando do Livro de Leituras Novas de Forais da Estremadura.
A magnífica situação geográfica propiciou, desde muito cedo, a fixação da população, sendo a salinagem, as pescas e o comércio marítimo factores determinantes de desenvolvimento.
Em finais do século XVI, princípios do XVII, a instabilidade da vital comunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causas estas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando póvoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grande crise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filípina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.
Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em 1547, por D. João III.
Em 1774, a pedido de D. José, o papa Clemente XIV instituiu uma nova diocese, com sede em Aveiro.
No século XIX, destaca-se a activa participação de aveirenses nas Lutas Liberais e a personalidade de José Estêvão Coelho de Magalhães, parlamentar que desempenhou um papel determinante no que respeita à fixação da actual barra e no desenvolvimento dos transportes, muito especialmente, a passagem da linha de caminho de ferro Lisboa-Porto, obras estas de capital importância para o desenvolvimento da cidade, permitindo-lhe ocupar, hoje em dia lugar de topo no contexto económico nacional."
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