“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

20 de julho de 2008

Tomar - Portugal



Rua Típica - Corredoura


Artéria principal da cidade de Tomar, onde se concentra a maior parte do comércio, actualmente designada por Rua Serpa Pinto. O nome de Corredoura ainda é muito utilizado pelos locais e vem do facto de ter sido o local de eleição de corridas e torneios a cavalo.


Roda do Mouchão.



Cidade de Tomar


Vários locais da Cidade

Cidade localizada nas margens do rio Nabão, pertencente ao distrito de Santarém na província do Ribatejo, com uma área de 351 km2 e 43.000 habitantes, foi conquistada ao Mouros por D. Afonso Henriques em 1147 sendo depois doada por este monarca aos Templários em 1159. D Gualdim Pais concedeu-lhe foral em 1162.Com a extinção da Ordem do Templo em 1312 por decisão do Papa João XXII, que queria ver os templários banidos da Europa, foi fundada a Ordem de Militar de Cristo. Devido à necessidade de defender a fronteira algarvia, a sede desta Ordem transferiu-se para Castro Marim; 37 anos depois, voltou a fixar-se em Tomar mais concretamente no seu castelo. Assim Tomar viria a ser o centro originador e principal sustentador da epopeia dos Descobrimentos. O Infante D. Henrique, nomeado pelo Papa como Regedor da Ordem de Cristo, viria a instalar-se no castelo de Tomar.Foi elevada à categoria de cidade em 1844, tendo sido visitada pela Rainha D. Maria II no ano seguinte.Tomar é hoje conhecida não só pelos seus monumentos fabulosos, dos quais se destaca o Convento de Cristo, mas também pelas suas potencialidades turísticas que proporciona a visita de inúmeras edificações históricas, relíquias arqueológicas, passeios pelos seus frondosos e frescos jardins e também ao longo do rio Nabão.

Tomar - Portugal






Tomar - Portugal

Vista de Tomar com a sua Ponte Romana

Encantos do rio Nabão em Tomar


Ponte Romana


18 de julho de 2008

Tomar - Portugal

Convento de Cristo
Janela Manuelina da Sala do Capitulo

Convento de Cristo - Claustro da Micha


CLAUSTRO DA MICHA: quadrangular, 4 alas abertas para o pátio por arcos plenos geminados e em asa de cesto, nos topos N. das alas E. e O., separados por fortes contrafortes, abóbada polinervada descarregando sobre colunas lisas com capitéis com volutas sob os 4 vértices do ábaco quadrado e em mísulas cónicas. No alçado N., a antiga portaria, de vão rectangular, entre colunas coríntias assentes em altos pedestais. Delimitado por edifícios em 2 pisos acima da galeria.

Convento de Cristo - Claustro dos Corvos


CLAUSTRO DOS CORVOS: quadrangular, 2 galerias de dupla arcada, separadas por contrafortes, que sobem até ao 3º piso, no alçado S. e O.; coberturas e suportes idênticos aos do claustro da Micha. Rodeiam a quadra 4 corpos de 3 pisos.


Convento de Cristo - Claustro da Hospedaria



CLAUSTRO DA HOSPEDARIA: quadrado, 4 galerias com arcadas duplas, separadas por contrafortes que acompanham o 2º registo, em que se abrem varandas, com colunas sustentando uma arquitrave corrida, à excepção da ala S., destruída; a O., uma 3ª varanda, com colunas jónicas e arquitrave; galeria inferior com abóbada semelhante à do claustro da Micha, galerias superiores forradas a madeira.


Tomar - Portugal

Convento de Cristo - Refeitorio


REFEITÓRIO: rectangular, com abóbada de berço, de nervuras formando caixotões quadrados; 2 janelas maineladas, rematadas por 2 vãos rectangulares rasgam a parede S., do lado da mata; 4 janelões rectangulares iluminam a sala do lado E.


Convento de Cristo - Cozinha



Tomar - Portugal

Convento de Cristo


Convento de Cristo - Claustro Principal



CLAUSTRO DE D. JOÃO III: quadrado com chanfros nos ângulos, 2 pisos com cobertura em terraço, rematado por balaustrada; 4 alas, com tramos alternadamente quadrados e rectangulares, com abóbadas de nervuras e caixotões, respectivamente, abrindo para a quadra por arcos de volta inteira, no 1º registo, serlianas no 2º; colunas monolíticas de fuste liso rematando lateralmente os tramos de arcaria e de arco e imposta, sustentando apenas os entablamentos; ordem dórica no 1º piso, jónica no 2º; os 4 ângulos mostram chanfradura recta, no 1º piso, convexa no 2º, rematados por 4 torreões, com escadas helicoidais a NE. e SO. Do primitivo claustro de Castilho, subsistem várias "engras", vãos rectangulares, nos cantos do claustro, com abóbada polinervada descarregando em pilastras. Na quadra central fonte barroca assente em plataforma octogonal.



Tomar - Portugal

Convento de Cristo - Sala do Capitulo


CASA DO CAPÍTULO: composta pela nave de planta rectangular e ábside poligonal, precedida por vestíbulo de planta quadrada; com forte embasamento do lado S. e meio soterrada do lado E., sem o piso divisório dos 2 primitivos espaços (capítulo dos freires em baixo, dos cavaleiros, em cima), sem cobertura; abóbada de nervuras sobre o vestíbulo, que comunica com a nave por arco geminado.


Convento de Cristo - Igreja



IGREJA: Planta composta por 2 corpos diferentes: a Charola, actual capela-mor, poligonal e a nave, rectangular, adossada a 2 das suas 16 faces, a O.. Volumes articulados com coberturas diferenciadas: em telhado de 16 águas na charola e 4 na nave. Contrafortes adossados aos ângulos das faces da charola, torre sineira a SE., frestas abertas em panos alternados, cachorrada na qual assenta murete rematado por merlões. O corpo da nave sobe em altura quase até ao coroamento da Charola, adaptando-se ao desnível do lado O., em 3 pisos, assentes num forte embasamento e delimitados por elementos decorativos manuelinos envolventes; 2 contrafortes salientes e moldurados, mais robustos nos vértices da fachada O. com as fachadas N. e S., revestidos por pujante decoração naturalista e emblemática manuelina, que também está presente nas molduras dos vãos que rasgam o pano murário, por vezes em associação com elementos platerescos. Interiormente a Charola, aberta para a nave por arco quebrado, é centrada por corpo octogonal, vazado de 8 arcos peraltados assentes em pilares maciços, com meias colunas adossadas às faces laterais, que recebem a descarga da abóbada anular sobre o deambulatório; na espessura dos muros exteriores rasgam-se capelas. Nave de 3 tramos cobertos por abóbadas polinervadas de combados, descarregando em mísulas com figurações emblemáticas em meio e alto relevo; coro-alto, em pedraria, definindo espaço de sub-coro, separado da nave por parede, com o pavimento bastante abaixo da nave, conhecido como Sala do Capítulo, com abóbada abatida, artesoada.




10 de julho de 2008

Tomar - Portugal

Portico Manuelino
Vista da fachada principal do Convento de Cristo




Claustros da Lavagem

Claustros do Cemitério




Convento de Cristo

Tomar - Portugal


Portico Manuelino


Escadaria de entrada


Convento de Cristo
Recinto conventual, que foi pertença, inicialmente da Ordem do Templo e passou, no reinado de D. Dinis, para a égide da Ordem de Cristo, é um dos principais monumentos da arquitectura nacional, onde todas as etapas estéticas, desde o século XII ao XVIII, se encontram ampla e profundamente documentadas. Em 1984 foi considerado património mundial pela UNESCO. Constituído por sete claustros e outros edifícios, contém no seu interior notáveis obras de arquitectura. Provavelmente o Claustro de D João III, o Claustro principal do Convento de Cristo, é a mais monumental e bela obra do Renascimento, levada a cabo pelo arquitecto Diogo de Torralva, a quem se deve também a construção de um outro monumento em Tomar, a Igreja de N. Senhora da Conceição. Os restantes são o Claustro das Lavagens e o Claustro de D. Henrique, que remontam à primeira metade do século XV. O Claustro de St.ª Bárbara é quase esmagado pela monumentalidade da Janela do Capítulo que se debruça sobre o mesmo. Restam os Claustros da Micha (1528), o Claustro das Hospedarias constituído por dois pisos (1541) e finalmente o Claustro dos Corvos. Não se podia deixar de destacar dois símbolos indissociáveis deste convento esplendoroso: a Janela do Capítulo e a Charola. Por todos estes motivos e pelo fabuloso passeio que proporciona uma visita a este enorme Convento, desfrutando de maravilhosas vistas sobre a cidade, é imprescindível passar demoradamente por este monumento e conhecer a sua história e os seus mistérios.

Tomar - Portugal




Castelo de Tomar


Fundado no século XII, depois de cuidadosa escolha de sítio, tinha a finalidade de ser cabeça da Ordem do Templo e de consolidar a posse de territórios reconquistados mas não seguros. Estudaram o assunto dois notáveis estrategos, companheiros de armas e e amigos - D. Afonso Henriques e Gualdim Pais, 2º Mestre da Ordem do Templo. Era necessário defender a velha estrada romana de Santarém a Coimbra e evitar aos muçulmanos possíveis travessias do Tejo, ameaças imediatas a Santarém e Lisboa. Aproveitou-se na construção muita pedra da cidade-morta de Além da Ponte, a Sellium romana, na margem fronteira do Nabão. Este castelo revela a mais avançada arquitectura militar da época, a que se realizava na Terra Santa, trazida por Gualdim Pais e outros cavaleiros Templários - duas cintas de muralhas, o emprego conjunto de torres redondas e cubelos, semelhanças de portas de muralhas, a maravilhosa Charola inspirada no Templo de Jerusalém. Em 1190, com o intuito de retomar Silves, o emir de Marrocos à frente de grande exército acrescido de tropas dos reis andaluzes, deixou cercada aquela grande praça algarvia e avançou para o norte, cruzou o Tejo, cercou Santarém com o rei D. Sancho I dentro, destroçou Torres Novas e Abrantes e dispunha-se a fazer o mesmo a Tomar. Mas ao fim de seis dias os Templários mantinham invicto o castelo, onde se refugiara a população, e causavam tremendas baixas aos mouros, principalmente quando estes conseguiram forçar a porta do sul e entrar aos milhares na cerca exterior. Num imediato contra-ataque os cristãos repeliram os islamitas com tal ímpeto que a porta do assalto e da fuga dos inimigos passou a ser conhecida como Porta do Sangue. Foram-se, mas antes arrasaram a vila. Mais tarde a Ordem dos Templários deu origem à Ordem de Cristo que viria a ser extinta em 1834, que acabou por transformar esta rara obra de arte em casas de aluguer, currais, refugio de ladrões. Do precioso recheio continua-se hoje sem nada saber.
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olharesmil

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