

O Pelourinho eleva-se sobre quatro degraus octogonais de talhe liso. O fuste também com uma forma octogonal nasce a partir de uma pequena base quadrada, com pouca altura, vindo a tomar a expressão octógona pelo chanframento das quinas. Na parte superior do fuste existe uma cercadura de tríplice moldura constituída por um listel de pouca altura, de forma plana, assim como possui uma barrinha de duplo filete. A gaiola possui oito colunetos situados nas suas oito quinas. São peças bem delineadas na sua forma cilíndrica e possuem afeiçoamento inferior lavrado e mais encorparado no primeiro terço da sua altura, são decorados por dois anéis. No segundo destes anéis eleva-se o pináculo esférico motivado com espiras. O pináculo que pousa na cúpula é constituído por uma ligeira gola de dois bordos onde assenta o pomo superiormente afeiçoado em gomos.


Solar dos Carvalhos, situa-se por detrás da igreja Matriz de Sernancelhe. É uma fidalga moradia dos meados do séc. XVIII mandada levantar por Paulo de Carvalho, tio do Marquês de Pombal, ao pé das ruínas da antiga casa. A arquitectura do solar, que constitui um dos belos exemplares a reflectir uma feição barroquizante no tratamento de alguns elementos decorativos, distribui-se por dois corpos quase simétricos unidos por uma capela de gosto rococó, com a característica concha dourado da cantaria e a brancura dos panos de muro caiados. Possui na fachada principal um brasão de armas, que além das armas dos carvalhos parece documentar a origem de alta clerezia, a que pertencera o proprietário e mandante. Este solar foi construído em parte sobre as ruínas da casa onde viveu parte da sua infância o Marquês do Pombal.