“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”

11 de maio de 2009

Castelos de Portugal


CASTELO DE ANSIÃES
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Grandiosas ruínas de antiquíssimo castelo cuja história é apenas em parte conhecida, tão antigo, ou mais antigo do que Portugal, este castelo sofreu com as muitas guerras em que se viu envolvido. Por elas e pela pura incúria do homem foi deixado ao abandono.
Descendo para sul, seguindo de Mogadouro e andados uns vinte e cinco quilometras, se volve em ângulo recto na direcção oeste até Torre de Moncorvo; transponhamos o Sabor, que a poucos quilómetros vai lançar suas águas no Douro, e percorrida pouco mais de meia distância esse curso terminal daquele rio e o do Tua, eis Anciães, com sua muralha torreada, que em tempos medievais abrigou o povoado, e o seu castelo, de raízes fincadas em pedregosa elevação.
Remoto é o passado de Anciães, que já os Romanos a ocuparam durante os primeiros séculos da era cristã, disso sendo claro vestígio as moedas que tem sido achadas no solo do castelo e da povoação. Porém as vicissitudes ocorridas nos séculos subsequentes à dominação romana, e certamente mais que todas as da evasão árabe, bem como as das primeiras avançadas da Reconquista Cristã e as vizinhas assolações do século X, de tal modo reduziram aí a existência de vida humana, que no terceiro quartel do século XI o grande monarca leonês Fernando Magno, após ter consolidado pelas suas extensas conquistas a posse cristã do ocidente peninsular entre o Douro e o Mondego, lhe promoveu o repovoamento, concedendo aos moradores de Anciães, nalgum dos anos decorridos de 1055 a 1056, as regalias instituídas num foral comum a outras localidades; D. Afonso Henriques em 1137 1139 e D. Afonso II em 1219 confirmaram esse diploma, substituído séculos depois pelo foral manuelino de 1510.

Terra natal duma estirpe dos Sampaios, que figura nos nobiliários desde Vasco Pires de Sampaio, contemporâneo de D. Fernando e de D, João I, e leal servidor deste na campanha da Guerra da Independência, Anciães veio a ser berço de Lopo Vaz de Sampaio, figura de relevo no ultramar português, tendo servido em África 11 anos, após o que seguiu para a índia, onde foi capitão de Cochim (1524 1526) e depois Governador Geral (1526-1529), cargos que desempenhou valorosamente.
No termo concelhio de Anciães incluía-se o lugar de Carrazeda, que, desenvolvendo-se, ultrapassou em importância demográfica e económica Anciães, substituindo-a como cabeça no concelho em 1734. Mas já então havia muito que Anciães decaíra da sua importância.
Conhece-se mal a história das fortificações de Anciães, que, todavia, nas suas linhas gerais pode dizer-se paralela a generalidade dos sucessos locais. É seguramente provável que, dada a sua situação topográfica, aquele alto já no tempo dos Romanos tivesse alguma defesa castrense; sendo assim, não mais deixaria de estar fortificada, e de certeza já o estava quando Fernando Magno, empenhado em consolidar pelo incremento populacional a Segurança da terra, lhe concedeu as regalias foraleiras do citado diploma atribuído a algum dos anos entre 1055 e 1065.
Porém as poderosas edificações defensivas, muralha e castelo, embora já em ruínas, ainda mostram, pelas características arquitectónicas, pela solidez das muralhas e torres perdurastes, pela perfeição do aparelho, uma construção de ampla reconstrução bem mais tardia, talvez já do século XIII.

A partir do século XVI, a decadência da povoação, determinando crescente incúria pela conservação do castelo, levou à progressiva ruína dessas fortificações, que, pela sua situação, tinham – quem sabe quantas vezes! – resistido a inimigos ou afugentado inclementes ataques.
Trata-se de um edifício maravilhoso, onde a arte feita na pedra aguarda que um dia seja recuperada, de novo levantada e que a sua historia possa ser devo continuada e preservada para o futuro.

4 comentários:

Juan Carlos disse...

La foto tiene un aire antiguo, con ruido y todo.

Saludos.

JORGE DELFIM disse...

Pena algumas das belezas dos nossos castelos encontrarem-se em plenas ruinas.

Linda essa fotografia do Castelo de ansiães, bem rustica!

Cumprimentos


Jorge Delfim

Andres Vargas disse...

Hola Fernando un Blanco y negro fenomenal

Paulo costa disse...

boa foto
bom fim de semana

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olharesmil

olharesmil
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